quinta-feira, 21 de julho de 2011

Primeiro poema

É difícil sustentar

A máscara a dissimular

Na qual você é obrigado

A refletir um moço equilibrado

Por mais que seja o oposto

O que não pode é dar desgosto

Mas você também cansa de tudo

É que não dá pra controlar

A vontade é de gritar

Nos ouvidos vedados do mundo

Que você não é assim

Seria bem melhor pra mim

Tirar a máscara e viver como eu sou

Sem receio de como esse texto soou



Esse texto foi escrito por mim na época que eu estava lendo a biografia do Renato Russo, eu tava mesmo num vibe tipo: "Que mundo injusto". Criei um texto que de alguma forma exprime o que eu sinto algumas vezes, e coloquei rima (com a ajuda da minha amiga Alana) pra não ficar muito agressivo e chorão ao mesmo tempo. Ah, primeira vez que eu escrevo algo do gênero. Espero que tenha saído legal. Comenta aí na postagem, vai lá... isso estimula o cara aqui do outro lado a escrever mais.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um breve relato de onde estou e como me sinto

Apesar de usar esse meu espaço pra relatar um pouco de pensamentos e críticas, mantenho ele aberto a discussões e relatos pessoais, uma vez que o blog é meu e faço o que quiser.

Bem, me encontro em uma cidade pernambucana de nome Belo Jardim, terra de cabra-macho e procedência do meu pai, Paulo Rogério. Venho aqui passar as férias perto de uma banda da família que, apesar de não haver contato intenso, tenho muito apresso.

Mas existe certa particularidade nessa terra, o fato de os amigos muitas vezes se tratarem como irmãos e a certeza de que ali existe sentimento muito nobre. Essa certeza me faz bem e alimenta em mim uma esperança de que terei amigos desse tipo. Essa fraternidade fica comprovada quando todos se misturam pra degustar uma lapada de cana com uma banda de limão, ao som de algum forró tradicional da região. Terra do “visse”, do “oxente”, do “tá com a peste”, da “febre do rato”, e terra onde loiro é chamado de “galego”.

Interessante foi dia desses, estávamos comendo um peixe assado e começou a discussão acerca de política. Todos se puseram a favor de sua causa e uma em especial me chamou bastante atenção. Meu avô, que faz oposição ferrenha a Lula e sua cambada (assim como ele chama), declara ser a favor de um golpe militar para que tenha fim essa onda de corrupção na qual tantos políticos surfam diariamente, minuto a minuto. Porém a minha surpresa morreu rápido, no mesmo momento em que levei em consideração o fato de ele ter seguido carreira militar. Aí sim tava explicado (rs).

Outra história que ouvi por aqui e que desejo compartilhar foi a de um pistoleiro. Aliás, a história de um conhecido que sofreu quatro disparos a queima roupa enquanto tomava a sua caninha acompanhada de um queijo-de-manteiga pra tirar o gosto. O homem, que tem suas desavenças na cidade, sobreviveu. Agora eu já sei como é por aqui, os cabras geralmente resolvem dessa forma seus conflitos.

O clima é frio (nessa época do ano) contrasta com a animação do povo que comemora a Redenção ou Festa das Marocas, como alguns costumam chamar. Mas nem vou me demorar explicando o porquê do nome e como surgiu a festa, disso já tem muito por aí na internet. Digo só que o povo gosta de cana, forró e churrasquinho de frango com bacon (que eu ainda não encontrei no Ceará).

Quem sabe eu não arrisco a UFPE?

domingo, 3 de julho de 2011

De certa forma, foram bons aprendizados.

Acho que posso dizer que dessa vez foi diferente.

É que isso aconteceu algumas vezes e dessa vez foi a que me saí melhor, pelo simples fato de aceitar o que é realidade. O que aconteceu comigo, enfim, não foi uma coisa boa pro coração (cérebro). Eu ainda cultivo aquela esperança de que um dia pode até dar certo e que possamos ter algo mais duradouro e maduro que alguns beijos perdidos no curso de um ou dois anos. Eu sinto, eu gosto, e eu sinto muita falta. Mas lembra daquela frase do Caio F. Abreu? Sobre o amor ser guardado em uma caixa cuja chave é perdida propositalmente, simplesmente porque foi preciso. Sim, pois essa frase se aplica, de certa forma, a situação.

Às vezes é preciso aceitar que pode ser legal um dia, mas que, no momento, isso não está sendo bom pra você. Afasto tudo o que considero não me estar fazendo bem. Não é pelo fato de que eu gosto muito (e talvez até exageradamente) que vou passar por cima de meus princípios, a fim de me auto-destruir. Parei.

Quando tento sair um pouco dessa proteção que mantenho em volta de mim (RS), acabo por ter uma experiência não muito boa. Quem sabe um dia eu abra uma janela dessa casa, pra que entre um pouco de ar e sol. Que sejam outros ares; mas o sol não, o sol permanece o mesmo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Simples assim

Reflito um pouco sobre como me comporto e se isso é normal, reflito se não deveria me comportar de maneira mais usual. Não que eu queria parecer formal, longe disso; mas é que pareço um tanto incomum no que se refere a alguns aspectos os quais não convém a mim nem à minha consciência citá-los. Prefiro ficar em silêncio, um silêncio estranho pelo fato de eu estar expondo, mas é que pode ser proveitoso, às vezes, mostrar algumas das coisas que sente; principalmente quando se parece com quem não sente. Digamos que não pareça, e que eu prefira parecer. Tudo é fruto dessa reflexão que citei no início desse pequeno texto. Escuto tudo, tudo que eles têm a dizer, com paciência, e realmente me pergunto se não deveria ser simples assim, não me preocupar com muita coisa, deixar rolar. Só que pra mim não é tão simples assim, eu consigo fazer de simples fatos, passagens e empecilhos grandes obstáculos para algumas coisas. Essa mesma pessoa consegue fazer de coisas complexas algumas simplicidades. Vejo como simples algumas coisas alheias, mas as minhas sempre parecem um pouco mais complicadas e difíceis de resolver, solucionar. Penso um pouco diferente de muitos, e me pergunto se sou errado? Talvez. Escrevo para expor isso que sinto.

Isso tudo é muito simples. Como na física, tudo depende do referencial.

sábado, 9 de abril de 2011

Massacres acontecem todos os dias

Um cara entra numa escola e sai matando todo mundo. A história atrai olhares e a atenção de todos porque é um caso incomum (pelo menos aqui no Brasil). Foi realmente horrível tudo isso que aconteceu. Li em algum canto: "13 mortos e 190 milhões de feridos". O Brasil inteiro se abalou profundamente com esse crime hediondo.
A razão do acontecido não se discute. É óbvio que o cara tinha transtornos mentais e manifestava isso aos próximos. Planejou tudo direitinho, como um verdadeiro psicopata. Tinha frieza extraordinária ao tirar a vidas de seres que apenas começavam a vida. Uma vida toda pela frente. Você vai ao colégio, entra na sala de aula, e em seguida morre. Pronto!

Mas até que ponto tudo isso chega? Até que ponto nós falamos a verdade?

Acontecem tragédias como essa diariamente. Pessoas morrem aos poucos, durante dias, em filas de hospitais, sem sequer ter a chance de atendimento médico. Pessoas morrem diariamente vítimas da violência. Doentes, viciados em certas drogas, morrem aos poucos pelas ruas, cujo único desejo é ter chance de tratamento. SIM, EXISTEM PESSOAS QUE QUEREM TRATAMENTO.

O mundo é esse. É difícil, mas é esse. Não finja que tudo isso é horrível demais pra sua cabecinha mimada e inocente.

sábado, 2 de abril de 2011

Sim, você sabe do que eu vou falar. Você já sofreu por isso, e com certeza ainda tem muito o que sofrer. Eu não preciso escrever muito pra que o leitor deduza minha intenção ao escrever esse texto. Isso é um desabafo de quem é pressionado e se sente acuado, vendo a vontade bem na frente; mas com medo de esticar a mão e agarrar o que gosta e quer.

Em toda a minha vida já fui direcionado a um futuro bom. Já teve a fase da medicina, já teve a fase do direito, e também já teve a fase em que eu não queria nada. O tormento aumenta a partir do momento que a sua escolha se embasa na vontade dos outros, e no que eles podem falar se você quiser seguir caminhos que eles não te imaginaram seguir. A decepção é forte. Chega a ser até tratado como traidor. Aquele que desperdiça oportunidades.

E quando desperta dentro de mim aquela revolta, eu preciso compartilhar. Começa a crescer a vontade de mandar tudo pra puta que o pariu e fazer, simplesmente, o que eu quero; sem importar-me com o que os outros vão dizer. Dá vontade de não se importar com coisas as quais eu deveria sim me importar. Aí a mente trava e você precisa escrever um pouco pra desabafar. Eu estou falando de vestibular e o que os outros ditam pra você. Eu estou falando de quando você chega dizendo que vai fazer um curso “X”, e os outros te desaprovam, sem ao menos saber o motivo que te leva àquilo.

Não que isso tenha acontecido comigo. Falta de vontade não é. Um dia eu chego e mando todo mundo pro inferno.

terça-feira, 8 de março de 2011

Cada vez mais decadente

Faça-me o favor de poupar-me tudo isso que você finge. Faça-me o favor de não sorrir dessa forma. Esse sorriso falso e torto, estampado numa face ainda mais marcada pela falsidade. Uma face que depois reclamará da falsidade dos outros. Largue desse apego pelo fútil e desnecessário. Deixe tudo isso de lado e tente seguir uma vida equilibrada. Para de escrever e falar coisas que não vão te levar a lugar nenhum. Decadente. Cada dia mais decadente você está. É uma pena que só tu não vejas isso, enquanto todos ao seu redor olham e riem. Talvez não todos, mas eu sim olho e rio de tudo isso que tu fala, escreve e expressa.

Por favor, deixe-me na minha. Não me venha com perguntas que não podem ser respondidas. Perguntas que não necessitam de respostas pelo simples fato de serem vagas e fúteis. Eu não quero te escutar. Eu sigo só e tenho certeza absoluta de que esse caminho é correto. Menos tortuoso do que esse sorriso feio que você carrega. Eu prefiro ficar aqui, sozinho, que seguir adiante nessa falsidade.

Eu sei que, um dia, tudo isso que eu falo fará sentido para alguns de vocês. Os mais fortes. Os fracos e tolos permanecerão de onde vêm. Entenda como quiser.

*Erros ortográficos são de responsabilidade dos meus dedos trêmulos e errantes. Mundanos.