terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ontem eu tava tão idiota

Primeiro você acorda com aquela ideia fixa na cabeça, de que tem algo te incomodando. Aquilo te incomoda como se fosse o fim do mundo e que você tivesse sim que resolver aquele “grande problema”. Mas o fato é que aquilo não passa de uma bobagem, e você sabe disso, porque logo no dia seguinte, ou depois de dois dias você percebe o quanto idiota foi se preocupar com aquilo.
Ok, você acorda, vai ao banheiro, toma o seu café sem açúcar, pois a cabeça levada e cheia de problemas idiotas esqueceu-se de colocar açúcar. E é exatamente assim que você está vendo aquele dia. Não, a expressão não seria “vendo”, mas “sentindo”. Aquele dia tem um gosto amargo pra ti, tudo que vais fazer te faz lembrar daquilo que te incomoda e todas as músicas ridículas e melosas desse mundo tem uma letra que “foi feita para ti”, independentemente de qual música seja e de qual o seu problema.
Então você pensa bem muito durante o dia e não faz nada, mas pensa muito. Se revolta, desconta em outros, finge estar bem para aquelas pessoas chatas que insistem em perguntar se tem algo errado ou a simples e clássica: “Você está bem? Sim? É que você tá com uma cara...”. Sim, essa é a minha cara de quem não quer conversar o que se passa na cabeça com qualquer pessoa. Então você tenta ser educado e responde algo bem simples e idiota, mas quem não te conhece direito vai cair naquela e vai parar de perguntar se você está bem. Quem te conhece geralmente para de perguntar também, mas no fundo ela sabe o porquê.
O dia está terminando e a sua rotina também, só que já não foi tão legal e coisas que em outros dias você fazia tranquilo, hoje você fez arrastado e nem conseguiu terminar de ler o capítulo daquele bom livro, mas que hoje estava uma merda. Você procura algo motivador na internet e só vê frases idiotas. Você tenta entender o que tá e passando e não consegue. Então você começa a refletir sobre o sentido da vida.
Procurando o sentido da vida e divagando sobre as mais diversas questões, você toma decisões, cria um mapa com pontos estratégicos do que você tá sentindo e como isso vai embora. Sua estratégia é não ter mais um dia assim, afinal é muito ruim. Então, depois de muito tempo divagando um pouco enquanto olha o facebook ou twitta algo, você finalmente decide o que fazer. Ali, depois de muitos minutos de reflexão, você decide o que é melhor pra você e então traça planos pro dia seguinte. No dia seguinte tudo vai se resolver.
Então você acorda no dia seguinte normal, vai ao banheiro, toma seu café açucarado, dá uma corridinha básica, toma um banho, fica revigorado. Então, de repente, tudo aquilo sobre o que você divagou no dia anterior parece tão idiota, tão estúpido e infantil. Você lembra daquilo e julga melhor não ter pensado, de tão insignificante que a grande reflexão do dia anterior parece HOJE pra você. É tão relativo. Hoje uma coisa é muito importante e no dia seguinte aquilo já não passa de uma besteira. Então você desiste de pôr em prática todos os planos do dia anterior. Vai seguindo assim até o próximo “fim do mundo”. Digo isso porque acontecem muitos no decorrer do tempo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eu acho que posso dizer: "Eu estou de volta"

Olá, leitores (se eu ainda tiver alguém depois de todos esses meses sem postar nada). Como vocês já sabem, eu estou muito parado há algum tempo. Pois é, o período de aulas e provas acaba por me saturar de leitura e de escrita e escrever tornou-se um “fardo”. Mas agora que estou de férias, a estória é diferente. Agora eu tenho todo tempo do mundo pra fazer tudo que eu quiser, tudo que me vier na cabeça, inclusive escrever (que eu adoro). Então vou iniciar novos textos, vou tentar manter postagens regulares ao menos durante as férias. Hoje não tem nada, mas em breve escreverei (amanhã rs).

Eu sei que eu poderia simplesmente não dar satisfações a vocês sobre o porquê de eu não escrever mais, porém eu acho que de certa forma eu devo explicações (mesmo ninguém pedindo pra eu voltar a escrever). Eu escrevia geralmente ao chegar em casa após alguma experiência, então eu dissipava tudo em textos. Muitos dos textos chegavam a vocês de forma muito subjetiva, de forma que eu colocava escondidinho o que eu estava sentindo. Sempre fiz isso e deixava pra quem lia a opção de interpretar e me conhecer um pouco. Quase tudo que eu posto aqui são reflexões minhas após a vivência de uma experiência, seja ela boa ou ruim. Então, durante esse tempo eu dissipei muitos de meus pensamentos no Twitter ou no Facebook, de uma forma que pensamentos que antes eu escrevia um bom texto explicando e detalhando, agora eu simplesmente deixava uma frase no Twitter ou um breve comentário no Facebook. O meu alcance por lá é maior, pelo maior número de amigos e isso tudo. Mas eu prefiro manter essa página que eu tenho há certo tempo.

Então, é isso. Queria dizer, se houver alguém que visite esse blog ainda, que voltarei a postar. E quem estiver vendo isso através do facebook, eu sugiro que dê uma olhada no blog de vez em quando. É bom estar de volta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Primeiro poema

É difícil sustentar

A máscara a dissimular

Na qual você é obrigado

A refletir um moço equilibrado

Por mais que seja o oposto

O que não pode é dar desgosto

Mas você também cansa de tudo

É que não dá pra controlar

A vontade é de gritar

Nos ouvidos vedados do mundo

Que você não é assim

Seria bem melhor pra mim

Tirar a máscara e viver como eu sou

Sem receio de como esse texto soou



Esse texto foi escrito por mim na época que eu estava lendo a biografia do Renato Russo, eu tava mesmo num vibe tipo: "Que mundo injusto". Criei um texto que de alguma forma exprime o que eu sinto algumas vezes, e coloquei rima (com a ajuda da minha amiga Alana) pra não ficar muito agressivo e chorão ao mesmo tempo. Ah, primeira vez que eu escrevo algo do gênero. Espero que tenha saído legal. Comenta aí na postagem, vai lá... isso estimula o cara aqui do outro lado a escrever mais.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um breve relato de onde estou e como me sinto

Apesar de usar esse meu espaço pra relatar um pouco de pensamentos e críticas, mantenho ele aberto a discussões e relatos pessoais, uma vez que o blog é meu e faço o que quiser.

Bem, me encontro em uma cidade pernambucana de nome Belo Jardim, terra de cabra-macho e procedência do meu pai, Paulo Rogério. Venho aqui passar as férias perto de uma banda da família que, apesar de não haver contato intenso, tenho muito apresso.

Mas existe certa particularidade nessa terra, o fato de os amigos muitas vezes se tratarem como irmãos e a certeza de que ali existe sentimento muito nobre. Essa certeza me faz bem e alimenta em mim uma esperança de que terei amigos desse tipo. Essa fraternidade fica comprovada quando todos se misturam pra degustar uma lapada de cana com uma banda de limão, ao som de algum forró tradicional da região. Terra do “visse”, do “oxente”, do “tá com a peste”, da “febre do rato”, e terra onde loiro é chamado de “galego”.

Interessante foi dia desses, estávamos comendo um peixe assado e começou a discussão acerca de política. Todos se puseram a favor de sua causa e uma em especial me chamou bastante atenção. Meu avô, que faz oposição ferrenha a Lula e sua cambada (assim como ele chama), declara ser a favor de um golpe militar para que tenha fim essa onda de corrupção na qual tantos políticos surfam diariamente, minuto a minuto. Porém a minha surpresa morreu rápido, no mesmo momento em que levei em consideração o fato de ele ter seguido carreira militar. Aí sim tava explicado (rs).

Outra história que ouvi por aqui e que desejo compartilhar foi a de um pistoleiro. Aliás, a história de um conhecido que sofreu quatro disparos a queima roupa enquanto tomava a sua caninha acompanhada de um queijo-de-manteiga pra tirar o gosto. O homem, que tem suas desavenças na cidade, sobreviveu. Agora eu já sei como é por aqui, os cabras geralmente resolvem dessa forma seus conflitos.

O clima é frio (nessa época do ano) contrasta com a animação do povo que comemora a Redenção ou Festa das Marocas, como alguns costumam chamar. Mas nem vou me demorar explicando o porquê do nome e como surgiu a festa, disso já tem muito por aí na internet. Digo só que o povo gosta de cana, forró e churrasquinho de frango com bacon (que eu ainda não encontrei no Ceará).

Quem sabe eu não arrisco a UFPE?

domingo, 3 de julho de 2011

De certa forma, foram bons aprendizados.

Acho que posso dizer que dessa vez foi diferente.

É que isso aconteceu algumas vezes e dessa vez foi a que me saí melhor, pelo simples fato de aceitar o que é realidade. O que aconteceu comigo, enfim, não foi uma coisa boa pro coração (cérebro). Eu ainda cultivo aquela esperança de que um dia pode até dar certo e que possamos ter algo mais duradouro e maduro que alguns beijos perdidos no curso de um ou dois anos. Eu sinto, eu gosto, e eu sinto muita falta. Mas lembra daquela frase do Caio F. Abreu? Sobre o amor ser guardado em uma caixa cuja chave é perdida propositalmente, simplesmente porque foi preciso. Sim, pois essa frase se aplica, de certa forma, a situação.

Às vezes é preciso aceitar que pode ser legal um dia, mas que, no momento, isso não está sendo bom pra você. Afasto tudo o que considero não me estar fazendo bem. Não é pelo fato de que eu gosto muito (e talvez até exageradamente) que vou passar por cima de meus princípios, a fim de me auto-destruir. Parei.

Quando tento sair um pouco dessa proteção que mantenho em volta de mim (RS), acabo por ter uma experiência não muito boa. Quem sabe um dia eu abra uma janela dessa casa, pra que entre um pouco de ar e sol. Que sejam outros ares; mas o sol não, o sol permanece o mesmo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Simples assim

Reflito um pouco sobre como me comporto e se isso é normal, reflito se não deveria me comportar de maneira mais usual. Não que eu queria parecer formal, longe disso; mas é que pareço um tanto incomum no que se refere a alguns aspectos os quais não convém a mim nem à minha consciência citá-los. Prefiro ficar em silêncio, um silêncio estranho pelo fato de eu estar expondo, mas é que pode ser proveitoso, às vezes, mostrar algumas das coisas que sente; principalmente quando se parece com quem não sente. Digamos que não pareça, e que eu prefira parecer. Tudo é fruto dessa reflexão que citei no início desse pequeno texto. Escuto tudo, tudo que eles têm a dizer, com paciência, e realmente me pergunto se não deveria ser simples assim, não me preocupar com muita coisa, deixar rolar. Só que pra mim não é tão simples assim, eu consigo fazer de simples fatos, passagens e empecilhos grandes obstáculos para algumas coisas. Essa mesma pessoa consegue fazer de coisas complexas algumas simplicidades. Vejo como simples algumas coisas alheias, mas as minhas sempre parecem um pouco mais complicadas e difíceis de resolver, solucionar. Penso um pouco diferente de muitos, e me pergunto se sou errado? Talvez. Escrevo para expor isso que sinto.

Isso tudo é muito simples. Como na física, tudo depende do referencial.

sábado, 9 de abril de 2011

Massacres acontecem todos os dias

Um cara entra numa escola e sai matando todo mundo. A história atrai olhares e a atenção de todos porque é um caso incomum (pelo menos aqui no Brasil). Foi realmente horrível tudo isso que aconteceu. Li em algum canto: "13 mortos e 190 milhões de feridos". O Brasil inteiro se abalou profundamente com esse crime hediondo.
A razão do acontecido não se discute. É óbvio que o cara tinha transtornos mentais e manifestava isso aos próximos. Planejou tudo direitinho, como um verdadeiro psicopata. Tinha frieza extraordinária ao tirar a vidas de seres que apenas começavam a vida. Uma vida toda pela frente. Você vai ao colégio, entra na sala de aula, e em seguida morre. Pronto!

Mas até que ponto tudo isso chega? Até que ponto nós falamos a verdade?

Acontecem tragédias como essa diariamente. Pessoas morrem aos poucos, durante dias, em filas de hospitais, sem sequer ter a chance de atendimento médico. Pessoas morrem diariamente vítimas da violência. Doentes, viciados em certas drogas, morrem aos poucos pelas ruas, cujo único desejo é ter chance de tratamento. SIM, EXISTEM PESSOAS QUE QUEREM TRATAMENTO.

O mundo é esse. É difícil, mas é esse. Não finja que tudo isso é horrível demais pra sua cabecinha mimada e inocente.