domingo, 5 de fevereiro de 2012

Texto de férias

Às vezes divago sobre o motivo das pessoas não serem honestas. Não que esse seja o tema principal desse texto, pois adianto logo que será um misto de experiências vividas desde que saí de minha terra natal para visitar o Estado vizinho. Comecei falando disso porque recentemente perdi meu celular e tentei entrar em contato com o cara que achou, mas ele simplesmente rejeitou minhas ligações, e logo em seguida desligou o celular, comprovando a qualidade de seu caráter. Enfim, eu teria entregado de boa. O que é meu é meu, o que não é meu eu tento conquistar de alguma forma que não seja lesando outras pessoas.

Chegando por aqui sinto uma atmosfera um pouco diferente, pois existem muitas coisas que por aqui e tenho e que em Sobral sinto uma falta, como por exemplo a atmosfera de cumplicidade em todas as situações que envolvem amigos, conhecidos, parentes, ou uma pessoa que você acabou de conhecer (um conhecido recente). Seis meses atrás, quando estive aqui pela última vez, escrevi um pouco sobre isso, mas vale a pena “frizar”. (Não reclamo de forma alguma das companhias fraternais que tenho em Sobral, foi somente uma observação).

Nessas férias vivi muitas coisas simples e boas, tive experiências estranhas para mim até então, e gostei bastante de tudo. É que já está no final da minha passagem por aqui então resolvi escrever esse texto e postar no blog quando estiver em Sobral.

Passei muitos dias na fazenda tomando banho de açude, jogando bola no sol escaldante do agreste nordestino, ou ouvindo música na varanda de casa. Dessa vez não foi possível montar a cavalo, pois o único que se atreveu a isso levou um tombo do caralho. Um tombo feio, vamos assim dizer. Mataram um bode em um sábado para comemorar não-sei-o-quê. Pois comemos do bode, tomamos cerveja, e festejamos a vida. Sim, eu acho que o motivo daquilo tudo não era algo em especial, pois ninguém da turma fazia aniversário na respectiva data. Sem motivos especiais, simplesmente declaro que o motivo foi festejar a vida. Quem precisa de bons motivos para ser feliz e confraternizar com as pessoas queridas?

Estar deitado e simplesmente sentir uma felicidade súbita. Pois senti isso no dia. Sem motivos também. Digo: sem motivos explicáveis para vocês leitores. Aliás, eu acho que já expliquei. Finalizo o parágrafo.

De volta a Belo Jardim, senti um sentimento que se aproximou muito de amor (rs). Senti isso de forma intensa pelo meu irmão e pelos meus pequenos sobrinhos. Há tempos não sentia essa sensação, e gostei muito de senti-la. Discorrer sobre sentimentos é uma coisa que eu faço muito discretamente, escondido entre as linhas. Como comecei logo revelando o que sentia, prefiro encerrar esse comentário.

Nesta cidade é tradicional a feira dia de segunda (vou postar algumas fotos aleatórias no facebook). Hoje é segunda e compareci ao evento. Vi muita gente velha. A feira é muito tradicional e atrai principalmente esse público. Enfim, vi muitas coisas de cidade pequena mesmo e gostei. Sentei, tomei uma cajuína (algo parecido com Delrio), e depois rumei para casa. Neste exato momento meu sobrinho chegou aqui e disse: “Titio, vem me ver tomar banho de piscina?!” Sinto que minha pausa para escrever está acabando, pois tenho uma criança pra brincar.

E o som continua tocando Coldplay.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Reprima, pois sua consciência pesaria

Chego, observo, tento não me importar com a sua cara bonita e breve tentando passar uma imagem diferente de tudo aquilo que muita gente sabe que você é. Sim, muita gente, essa dissimulação é tão precária que diria que você não engana nem a si mesmo (a). No fundo tu sabes muito bem quem és e não preciso dizer-te isso.
Um emaranhado de pensamentos e desejos reprimidos em uma cabeça bonitinha por fora, mas suja e poluída por dentro. O interior desse crânio terá sido testemunha de quantos pensamentos sujos? Sim, daqueles que a sociedade te obriga a reprimir sob pena. Uma pena que você pode muito bem pagar e ser livre, mas prefere se entregar a essa condição como um vassalo ao seu rei doentio e sádico.
Teria um pouco mais de graça para você reprimir e bancar a pessoa pura? Talvez, às vezes é linda a forma como muitos reprimem, só pelo fato de você saber quase que por certeza que lá não circula somente pensamentos limpos. Saber disso provoca alucinações e delírios em muitos que já se entregaram a esse tipo de situação, a esse tipo de reflexão.
Reflita, mas não precisa expor da forma como eu exponho. A sua consciência pesaria.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ontem eu tava tão idiota

Primeiro você acorda com aquela ideia fixa na cabeça, de que tem algo te incomodando. Aquilo te incomoda como se fosse o fim do mundo e que você tivesse sim que resolver aquele “grande problema”. Mas o fato é que aquilo não passa de uma bobagem, e você sabe disso, porque logo no dia seguinte, ou depois de dois dias você percebe o quanto idiota foi se preocupar com aquilo.
Ok, você acorda, vai ao banheiro, toma o seu café sem açúcar, pois a cabeça levada e cheia de problemas idiotas esqueceu-se de colocar açúcar. E é exatamente assim que você está vendo aquele dia. Não, a expressão não seria “vendo”, mas “sentindo”. Aquele dia tem um gosto amargo pra ti, tudo que vais fazer te faz lembrar daquilo que te incomoda e todas as músicas ridículas e melosas desse mundo tem uma letra que “foi feita para ti”, independentemente de qual música seja e de qual o seu problema.
Então você pensa bem muito durante o dia e não faz nada, mas pensa muito. Se revolta, desconta em outros, finge estar bem para aquelas pessoas chatas que insistem em perguntar se tem algo errado ou a simples e clássica: “Você está bem? Sim? É que você tá com uma cara...”. Sim, essa é a minha cara de quem não quer conversar o que se passa na cabeça com qualquer pessoa. Então você tenta ser educado e responde algo bem simples e idiota, mas quem não te conhece direito vai cair naquela e vai parar de perguntar se você está bem. Quem te conhece geralmente para de perguntar também, mas no fundo ela sabe o porquê.
O dia está terminando e a sua rotina também, só que já não foi tão legal e coisas que em outros dias você fazia tranquilo, hoje você fez arrastado e nem conseguiu terminar de ler o capítulo daquele bom livro, mas que hoje estava uma merda. Você procura algo motivador na internet e só vê frases idiotas. Você tenta entender o que tá e passando e não consegue. Então você começa a refletir sobre o sentido da vida.
Procurando o sentido da vida e divagando sobre as mais diversas questões, você toma decisões, cria um mapa com pontos estratégicos do que você tá sentindo e como isso vai embora. Sua estratégia é não ter mais um dia assim, afinal é muito ruim. Então, depois de muito tempo divagando um pouco enquanto olha o facebook ou twitta algo, você finalmente decide o que fazer. Ali, depois de muitos minutos de reflexão, você decide o que é melhor pra você e então traça planos pro dia seguinte. No dia seguinte tudo vai se resolver.
Então você acorda no dia seguinte normal, vai ao banheiro, toma seu café açucarado, dá uma corridinha básica, toma um banho, fica revigorado. Então, de repente, tudo aquilo sobre o que você divagou no dia anterior parece tão idiota, tão estúpido e infantil. Você lembra daquilo e julga melhor não ter pensado, de tão insignificante que a grande reflexão do dia anterior parece HOJE pra você. É tão relativo. Hoje uma coisa é muito importante e no dia seguinte aquilo já não passa de uma besteira. Então você desiste de pôr em prática todos os planos do dia anterior. Vai seguindo assim até o próximo “fim do mundo”. Digo isso porque acontecem muitos no decorrer do tempo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eu acho que posso dizer: "Eu estou de volta"

Olá, leitores (se eu ainda tiver alguém depois de todos esses meses sem postar nada). Como vocês já sabem, eu estou muito parado há algum tempo. Pois é, o período de aulas e provas acaba por me saturar de leitura e de escrita e escrever tornou-se um “fardo”. Mas agora que estou de férias, a estória é diferente. Agora eu tenho todo tempo do mundo pra fazer tudo que eu quiser, tudo que me vier na cabeça, inclusive escrever (que eu adoro). Então vou iniciar novos textos, vou tentar manter postagens regulares ao menos durante as férias. Hoje não tem nada, mas em breve escreverei (amanhã rs).

Eu sei que eu poderia simplesmente não dar satisfações a vocês sobre o porquê de eu não escrever mais, porém eu acho que de certa forma eu devo explicações (mesmo ninguém pedindo pra eu voltar a escrever). Eu escrevia geralmente ao chegar em casa após alguma experiência, então eu dissipava tudo em textos. Muitos dos textos chegavam a vocês de forma muito subjetiva, de forma que eu colocava escondidinho o que eu estava sentindo. Sempre fiz isso e deixava pra quem lia a opção de interpretar e me conhecer um pouco. Quase tudo que eu posto aqui são reflexões minhas após a vivência de uma experiência, seja ela boa ou ruim. Então, durante esse tempo eu dissipei muitos de meus pensamentos no Twitter ou no Facebook, de uma forma que pensamentos que antes eu escrevia um bom texto explicando e detalhando, agora eu simplesmente deixava uma frase no Twitter ou um breve comentário no Facebook. O meu alcance por lá é maior, pelo maior número de amigos e isso tudo. Mas eu prefiro manter essa página que eu tenho há certo tempo.

Então, é isso. Queria dizer, se houver alguém que visite esse blog ainda, que voltarei a postar. E quem estiver vendo isso através do facebook, eu sugiro que dê uma olhada no blog de vez em quando. É bom estar de volta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Primeiro poema

É difícil sustentar

A máscara a dissimular

Na qual você é obrigado

A refletir um moço equilibrado

Por mais que seja o oposto

O que não pode é dar desgosto

Mas você também cansa de tudo

É que não dá pra controlar

A vontade é de gritar

Nos ouvidos vedados do mundo

Que você não é assim

Seria bem melhor pra mim

Tirar a máscara e viver como eu sou

Sem receio de como esse texto soou



Esse texto foi escrito por mim na época que eu estava lendo a biografia do Renato Russo, eu tava mesmo num vibe tipo: "Que mundo injusto". Criei um texto que de alguma forma exprime o que eu sinto algumas vezes, e coloquei rima (com a ajuda da minha amiga Alana) pra não ficar muito agressivo e chorão ao mesmo tempo. Ah, primeira vez que eu escrevo algo do gênero. Espero que tenha saído legal. Comenta aí na postagem, vai lá... isso estimula o cara aqui do outro lado a escrever mais.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um breve relato de onde estou e como me sinto

Apesar de usar esse meu espaço pra relatar um pouco de pensamentos e críticas, mantenho ele aberto a discussões e relatos pessoais, uma vez que o blog é meu e faço o que quiser.

Bem, me encontro em uma cidade pernambucana de nome Belo Jardim, terra de cabra-macho e procedência do meu pai, Paulo Rogério. Venho aqui passar as férias perto de uma banda da família que, apesar de não haver contato intenso, tenho muito apresso.

Mas existe certa particularidade nessa terra, o fato de os amigos muitas vezes se tratarem como irmãos e a certeza de que ali existe sentimento muito nobre. Essa certeza me faz bem e alimenta em mim uma esperança de que terei amigos desse tipo. Essa fraternidade fica comprovada quando todos se misturam pra degustar uma lapada de cana com uma banda de limão, ao som de algum forró tradicional da região. Terra do “visse”, do “oxente”, do “tá com a peste”, da “febre do rato”, e terra onde loiro é chamado de “galego”.

Interessante foi dia desses, estávamos comendo um peixe assado e começou a discussão acerca de política. Todos se puseram a favor de sua causa e uma em especial me chamou bastante atenção. Meu avô, que faz oposição ferrenha a Lula e sua cambada (assim como ele chama), declara ser a favor de um golpe militar para que tenha fim essa onda de corrupção na qual tantos políticos surfam diariamente, minuto a minuto. Porém a minha surpresa morreu rápido, no mesmo momento em que levei em consideração o fato de ele ter seguido carreira militar. Aí sim tava explicado (rs).

Outra história que ouvi por aqui e que desejo compartilhar foi a de um pistoleiro. Aliás, a história de um conhecido que sofreu quatro disparos a queima roupa enquanto tomava a sua caninha acompanhada de um queijo-de-manteiga pra tirar o gosto. O homem, que tem suas desavenças na cidade, sobreviveu. Agora eu já sei como é por aqui, os cabras geralmente resolvem dessa forma seus conflitos.

O clima é frio (nessa época do ano) contrasta com a animação do povo que comemora a Redenção ou Festa das Marocas, como alguns costumam chamar. Mas nem vou me demorar explicando o porquê do nome e como surgiu a festa, disso já tem muito por aí na internet. Digo só que o povo gosta de cana, forró e churrasquinho de frango com bacon (que eu ainda não encontrei no Ceará).

Quem sabe eu não arrisco a UFPE?

domingo, 3 de julho de 2011

De certa forma, foram bons aprendizados.

Acho que posso dizer que dessa vez foi diferente.

É que isso aconteceu algumas vezes e dessa vez foi a que me saí melhor, pelo simples fato de aceitar o que é realidade. O que aconteceu comigo, enfim, não foi uma coisa boa pro coração (cérebro). Eu ainda cultivo aquela esperança de que um dia pode até dar certo e que possamos ter algo mais duradouro e maduro que alguns beijos perdidos no curso de um ou dois anos. Eu sinto, eu gosto, e eu sinto muita falta. Mas lembra daquela frase do Caio F. Abreu? Sobre o amor ser guardado em uma caixa cuja chave é perdida propositalmente, simplesmente porque foi preciso. Sim, pois essa frase se aplica, de certa forma, a situação.

Às vezes é preciso aceitar que pode ser legal um dia, mas que, no momento, isso não está sendo bom pra você. Afasto tudo o que considero não me estar fazendo bem. Não é pelo fato de que eu gosto muito (e talvez até exageradamente) que vou passar por cima de meus princípios, a fim de me auto-destruir. Parei.

Quando tento sair um pouco dessa proteção que mantenho em volta de mim (RS), acabo por ter uma experiência não muito boa. Quem sabe um dia eu abra uma janela dessa casa, pra que entre um pouco de ar e sol. Que sejam outros ares; mas o sol não, o sol permanece o mesmo.