Ainda tenho esperanças em meu país. Quem a perdeu, sinceramente, não
sabe o que perdeu. Não é aquela esperança tola de quem acredita poder abraçar o
mundo com as mãos, pois eu sei que consiste em algo mais maduro. Foi construída
com o desenrolar das coisas e a certeza de que não mudarei tudo sozinho. O fato
é que quando somos adolescentes, entre doze a quinze anos, nós sempre
acreditamos na promessa tola que nossa consciência nos propõe: Agarre o mundo
com as mãos.
Durante esse ano tive o PRAZER de vivenciar algumas mudanças que
acredito ser de enorme importância ao desenvolvimento do país como nação, como
pátria. Algumas das coisas que acredito foram postas em discussão pelo Poder em
que mais acredito: Judiciário. Não me engano, alguns ali são mais corruptos até
que os legisladores, quanto a isso não sou cego. Mas ainda tenho a faísca da
esperança que diz: “O legislativo pode mudar um dia”. Quanto ao Executivo eu o
vejo de forma otimista, porém com as mãos totalmente atadas, de forma que um
simples movimento lhe custa muito. O Executivo sem independência suficiente
para fazer tudo que importa. Apoio político é necessário e, em prol disso, as
ambições da Presidente andam devagar.
O que me fez ter essa sensação boa sei bem o que foi. Analisei os
últimos meses e vi que alguma evolução tivemos. Opiniões à parte, considero
importantíssima a legalização do aborto para mães de fetos com cérebro mal
desenvolvido. É uma questão de bom senso, minha gente: o Estado não tem o direito
de proibir isso. Entretanto, esse é assunto para outro texto em que pretendo
falar da posição paternalista que nosso estado assume perante os “súditos”.
Além disso, existe outro acontecimento que considero de fundamental
importância acontecido no ano passado, se não me engano. Trata-se da
formalização da união homoafetiva. Defendo essa bandeira por um simples motivo:
o Estado não tem o direito de proibir isso. Cada um tem o direito de casar com
quem bem entender, independentemente do sexo. Digo mais, estou torcendo para o
dia em que o casamento civil for finalmente regularizado para essas minorias
que há tanto sofrem discriminações de todo tipo.
A última e não menos importante ação partida do judiciário que serviu de
base para este texto consiste no julgamento do “mensalão”. Tenho acompanhado ao
máximo que posso o desenrolar desse processo. Bem sei eu a conotação política
que os partidários de direita têm tentado levar para o acontecimento. Porém,
não me abalo com isso. Não tenho medo de dizer ser a favor da condenação sob
uma ameaça de ser chamado de partidário de direita. Até a própria esquerda, de
onde se originam os réus, têm se mantido caladinha diante disso tudo. O Lula
insiste em negar tudo isso, eu insisto em dizer que ele sabia de tudo. Estou em
GOZO PLENO pelo simples fato de esse julgamento estar sendo realizado. Eu
acredito que depois deste muitos outros virão.
Como deu para perceber, depositei esperanças no Judiciário. Deposito
ainda. Não daquelas esperanças cegas, mas daquelas que têm os olhos bem abertos,
daquelas que procuram se informar sobre a origem dos ministros e de suas
possíveis intenções, daquelas que sabem diferenciar combate à impunidade de
cegueira direitista. Por fim, daquelas que não se rendem à Cegueira
Lulista/Esquerdista.