segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Acordei meio macambúzio

Acordei meio triste, macambúzio. Talvez fosse a falta do café, talvez de uma presença, de um olhar mais próximo. Tenho este olhar em períodos esparsos, mas o tenho. Isso impulsionou meu humor e me fez levantar para o café, este sim propulsor matinal essencial. Ando com o livro, que antes era físico e agora é digital. Penso no futuro dos livros impressos. Pensamentos vagos, nada muito profundo. Penso um pouco na vida. Sinto-me triste novamente, como que tomado por uma melancolia repentina, uma ressaca moral sem álcool. “Não é tão difícil assim, comecemos o dia então”.

Leio a história de Eugênio, ou Genoca, personagem de Érico Veríssimo angustiado com a vida e o meio que o cerca. Gosto dessa leitura. Termino o café, começo o dia de verdade.
Com o computador em mãos, escrevo, leio, produzo, envio, recebo, dou bom dia, dou sinal de vida nas redes, pesquiso. Tenho o mundo em mãos. E que facilidade!!! Três horas desde que acordei; agora pego a gramática. Companheira para todas as horas e à qual devo meu salário. Ensina-me a ensinar. O resto é postura.


Não me demoro. John Mayer no player. Livro em mãos. Mais tarde viajo 90 quilômetros.