Acordei meio triste, macambúzio. Talvez fosse a falta do
café, talvez de uma presença, de um olhar mais próximo. Tenho este olhar em períodos
esparsos, mas o tenho. Isso impulsionou meu humor e me fez levantar para o
café, este sim propulsor matinal essencial. Ando com o livro, que antes era
físico e agora é digital. Penso no futuro dos livros impressos. Pensamentos
vagos, nada muito profundo. Penso um pouco na vida. Sinto-me triste novamente,
como que tomado por uma melancolia repentina, uma ressaca moral sem álcool. “Não
é tão difícil assim, comecemos o dia então”.
Leio a história de Eugênio, ou Genoca, personagem de Érico
Veríssimo angustiado com a vida e o meio que o cerca. Gosto dessa leitura.
Termino o café, começo o dia de verdade.
Com o computador em mãos, escrevo, leio, produzo, envio,
recebo, dou bom dia, dou sinal de vida nas redes, pesquiso. Tenho o mundo em
mãos. E que facilidade!!! Três horas desde que acordei; agora pego a gramática.
Companheira para todas as horas e à qual devo meu salário. Ensina-me a ensinar.
O resto é postura.
Não me demoro. John Mayer no player. Livro em mãos. Mais
tarde viajo 90 quilômetros.