domingo, 20 de maio de 2012

Pensei...

Hoje acordei pensando, para variar, no sentido da vida, nas conquistas, nos objetivos, e em tudo que tenho vivido. Acabei fazendo perspectivas e retrospectivas, de modo análogo aos moribundos no seu leito de morte. Longe disso, pois, apesar de admirar alguns versos azevedianos ou byronianos, encontro-me longe da nostalgia sepulcral que acompanhou essas mentes.


No encalço de todas as reflexões está minha avaliação que é positiva! Uma xícara de café e um livro me acompanham. Além disso e de toda positividade, diria também a sensação de dever inerente que minha consciência, talvez por uma tal obrigação social ou pessoal, tende a me lembrar: “Marcos, rapaz, deixa de poesias e leituras! O vestibular cobra números de você!”


Todos os esforços, contudo, que empreenderei levam ao destino inevitável que se desprende de reflexões e vontades para tornar-se realidade pura. Pura, leve e macia como as páginas dos velhos livros que hei de folhear. Cansado talvez dos ideais realistas que habitam minha cabeça, dedicar-me-ei aos prazeres os quais durante tempos idealizei. Estes não terão como prioridade o descontrole, mas sim sutis prazeres que no momento tenho de renunciar em prol de um alívio vindouro.


Prometi falar de retrospectivas, porém até agora me referi de forma discreta ao passado. Sei que não deveria fazer isso, mas conversar com o leitor é a forma mais discreta que encontro para hesitar. Frear-me de forma a não revelar todos os pensamentos que guardo. Não quero que esse texto fique guardado ou escondido por conta de palavras malditas e publicadas. Porém, prefiro vomitar letras e fazer, de alguma forma muito insana, uma sopa comestível para que todos olhem assombrados hesitando em provar (ler). Se chegou até aqui, por curiosidade ou pelas palavras bonitas, digo-te: “Parabéns! Provaste do mais fino caldo de palavras que eu poderia preparar!”. De qualquer forma, o melhor texto é sempre o último que acabamos de escrever.

O Amor, que propositalmente apresento com “a” maiúsculo, será assunto de textos e cafés não publicados onde quer que seja. Os versos deste cunho tendem ao lirismo e romantismo. Assim, prefiro deixá-los encaixotados esperando algum dia de sol em que terei disposição para encaixá-los numa bela poesia... Poesia malfeita... Poesia íntima... Poesia subjetiva.