terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ontem eu tava tão idiota

Primeiro você acorda com aquela ideia fixa na cabeça, de que tem algo te incomodando. Aquilo te incomoda como se fosse o fim do mundo e que você tivesse sim que resolver aquele “grande problema”. Mas o fato é que aquilo não passa de uma bobagem, e você sabe disso, porque logo no dia seguinte, ou depois de dois dias você percebe o quanto idiota foi se preocupar com aquilo.
Ok, você acorda, vai ao banheiro, toma o seu café sem açúcar, pois a cabeça levada e cheia de problemas idiotas esqueceu-se de colocar açúcar. E é exatamente assim que você está vendo aquele dia. Não, a expressão não seria “vendo”, mas “sentindo”. Aquele dia tem um gosto amargo pra ti, tudo que vais fazer te faz lembrar daquilo que te incomoda e todas as músicas ridículas e melosas desse mundo tem uma letra que “foi feita para ti”, independentemente de qual música seja e de qual o seu problema.
Então você pensa bem muito durante o dia e não faz nada, mas pensa muito. Se revolta, desconta em outros, finge estar bem para aquelas pessoas chatas que insistem em perguntar se tem algo errado ou a simples e clássica: “Você está bem? Sim? É que você tá com uma cara...”. Sim, essa é a minha cara de quem não quer conversar o que se passa na cabeça com qualquer pessoa. Então você tenta ser educado e responde algo bem simples e idiota, mas quem não te conhece direito vai cair naquela e vai parar de perguntar se você está bem. Quem te conhece geralmente para de perguntar também, mas no fundo ela sabe o porquê.
O dia está terminando e a sua rotina também, só que já não foi tão legal e coisas que em outros dias você fazia tranquilo, hoje você fez arrastado e nem conseguiu terminar de ler o capítulo daquele bom livro, mas que hoje estava uma merda. Você procura algo motivador na internet e só vê frases idiotas. Você tenta entender o que tá e passando e não consegue. Então você começa a refletir sobre o sentido da vida.
Procurando o sentido da vida e divagando sobre as mais diversas questões, você toma decisões, cria um mapa com pontos estratégicos do que você tá sentindo e como isso vai embora. Sua estratégia é não ter mais um dia assim, afinal é muito ruim. Então, depois de muito tempo divagando um pouco enquanto olha o facebook ou twitta algo, você finalmente decide o que fazer. Ali, depois de muitos minutos de reflexão, você decide o que é melhor pra você e então traça planos pro dia seguinte. No dia seguinte tudo vai se resolver.
Então você acorda no dia seguinte normal, vai ao banheiro, toma seu café açucarado, dá uma corridinha básica, toma um banho, fica revigorado. Então, de repente, tudo aquilo sobre o que você divagou no dia anterior parece tão idiota, tão estúpido e infantil. Você lembra daquilo e julga melhor não ter pensado, de tão insignificante que a grande reflexão do dia anterior parece HOJE pra você. É tão relativo. Hoje uma coisa é muito importante e no dia seguinte aquilo já não passa de uma besteira. Então você desiste de pôr em prática todos os planos do dia anterior. Vai seguindo assim até o próximo “fim do mundo”. Digo isso porque acontecem muitos no decorrer do tempo.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Eu acho que posso dizer: "Eu estou de volta"

Olá, leitores (se eu ainda tiver alguém depois de todos esses meses sem postar nada). Como vocês já sabem, eu estou muito parado há algum tempo. Pois é, o período de aulas e provas acaba por me saturar de leitura e de escrita e escrever tornou-se um “fardo”. Mas agora que estou de férias, a estória é diferente. Agora eu tenho todo tempo do mundo pra fazer tudo que eu quiser, tudo que me vier na cabeça, inclusive escrever (que eu adoro). Então vou iniciar novos textos, vou tentar manter postagens regulares ao menos durante as férias. Hoje não tem nada, mas em breve escreverei (amanhã rs).

Eu sei que eu poderia simplesmente não dar satisfações a vocês sobre o porquê de eu não escrever mais, porém eu acho que de certa forma eu devo explicações (mesmo ninguém pedindo pra eu voltar a escrever). Eu escrevia geralmente ao chegar em casa após alguma experiência, então eu dissipava tudo em textos. Muitos dos textos chegavam a vocês de forma muito subjetiva, de forma que eu colocava escondidinho o que eu estava sentindo. Sempre fiz isso e deixava pra quem lia a opção de interpretar e me conhecer um pouco. Quase tudo que eu posto aqui são reflexões minhas após a vivência de uma experiência, seja ela boa ou ruim. Então, durante esse tempo eu dissipei muitos de meus pensamentos no Twitter ou no Facebook, de uma forma que pensamentos que antes eu escrevia um bom texto explicando e detalhando, agora eu simplesmente deixava uma frase no Twitter ou um breve comentário no Facebook. O meu alcance por lá é maior, pelo maior número de amigos e isso tudo. Mas eu prefiro manter essa página que eu tenho há certo tempo.

Então, é isso. Queria dizer, se houver alguém que visite esse blog ainda, que voltarei a postar. E quem estiver vendo isso através do facebook, eu sugiro que dê uma olhada no blog de vez em quando. É bom estar de volta.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Primeiro poema

É difícil sustentar

A máscara a dissimular

Na qual você é obrigado

A refletir um moço equilibrado

Por mais que seja o oposto

O que não pode é dar desgosto

Mas você também cansa de tudo

É que não dá pra controlar

A vontade é de gritar

Nos ouvidos vedados do mundo

Que você não é assim

Seria bem melhor pra mim

Tirar a máscara e viver como eu sou

Sem receio de como esse texto soou



Esse texto foi escrito por mim na época que eu estava lendo a biografia do Renato Russo, eu tava mesmo num vibe tipo: "Que mundo injusto". Criei um texto que de alguma forma exprime o que eu sinto algumas vezes, e coloquei rima (com a ajuda da minha amiga Alana) pra não ficar muito agressivo e chorão ao mesmo tempo. Ah, primeira vez que eu escrevo algo do gênero. Espero que tenha saído legal. Comenta aí na postagem, vai lá... isso estimula o cara aqui do outro lado a escrever mais.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um breve relato de onde estou e como me sinto

Apesar de usar esse meu espaço pra relatar um pouco de pensamentos e críticas, mantenho ele aberto a discussões e relatos pessoais, uma vez que o blog é meu e faço o que quiser.

Bem, me encontro em uma cidade pernambucana de nome Belo Jardim, terra de cabra-macho e procedência do meu pai, Paulo Rogério. Venho aqui passar as férias perto de uma banda da família que, apesar de não haver contato intenso, tenho muito apresso.

Mas existe certa particularidade nessa terra, o fato de os amigos muitas vezes se tratarem como irmãos e a certeza de que ali existe sentimento muito nobre. Essa certeza me faz bem e alimenta em mim uma esperança de que terei amigos desse tipo. Essa fraternidade fica comprovada quando todos se misturam pra degustar uma lapada de cana com uma banda de limão, ao som de algum forró tradicional da região. Terra do “visse”, do “oxente”, do “tá com a peste”, da “febre do rato”, e terra onde loiro é chamado de “galego”.

Interessante foi dia desses, estávamos comendo um peixe assado e começou a discussão acerca de política. Todos se puseram a favor de sua causa e uma em especial me chamou bastante atenção. Meu avô, que faz oposição ferrenha a Lula e sua cambada (assim como ele chama), declara ser a favor de um golpe militar para que tenha fim essa onda de corrupção na qual tantos políticos surfam diariamente, minuto a minuto. Porém a minha surpresa morreu rápido, no mesmo momento em que levei em consideração o fato de ele ter seguido carreira militar. Aí sim tava explicado (rs).

Outra história que ouvi por aqui e que desejo compartilhar foi a de um pistoleiro. Aliás, a história de um conhecido que sofreu quatro disparos a queima roupa enquanto tomava a sua caninha acompanhada de um queijo-de-manteiga pra tirar o gosto. O homem, que tem suas desavenças na cidade, sobreviveu. Agora eu já sei como é por aqui, os cabras geralmente resolvem dessa forma seus conflitos.

O clima é frio (nessa época do ano) contrasta com a animação do povo que comemora a Redenção ou Festa das Marocas, como alguns costumam chamar. Mas nem vou me demorar explicando o porquê do nome e como surgiu a festa, disso já tem muito por aí na internet. Digo só que o povo gosta de cana, forró e churrasquinho de frango com bacon (que eu ainda não encontrei no Ceará).

Quem sabe eu não arrisco a UFPE?

domingo, 3 de julho de 2011

De certa forma, foram bons aprendizados.

Acho que posso dizer que dessa vez foi diferente.

É que isso aconteceu algumas vezes e dessa vez foi a que me saí melhor, pelo simples fato de aceitar o que é realidade. O que aconteceu comigo, enfim, não foi uma coisa boa pro coração (cérebro). Eu ainda cultivo aquela esperança de que um dia pode até dar certo e que possamos ter algo mais duradouro e maduro que alguns beijos perdidos no curso de um ou dois anos. Eu sinto, eu gosto, e eu sinto muita falta. Mas lembra daquela frase do Caio F. Abreu? Sobre o amor ser guardado em uma caixa cuja chave é perdida propositalmente, simplesmente porque foi preciso. Sim, pois essa frase se aplica, de certa forma, a situação.

Às vezes é preciso aceitar que pode ser legal um dia, mas que, no momento, isso não está sendo bom pra você. Afasto tudo o que considero não me estar fazendo bem. Não é pelo fato de que eu gosto muito (e talvez até exageradamente) que vou passar por cima de meus princípios, a fim de me auto-destruir. Parei.

Quando tento sair um pouco dessa proteção que mantenho em volta de mim (RS), acabo por ter uma experiência não muito boa. Quem sabe um dia eu abra uma janela dessa casa, pra que entre um pouco de ar e sol. Que sejam outros ares; mas o sol não, o sol permanece o mesmo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Simples assim

Reflito um pouco sobre como me comporto e se isso é normal, reflito se não deveria me comportar de maneira mais usual. Não que eu queria parecer formal, longe disso; mas é que pareço um tanto incomum no que se refere a alguns aspectos os quais não convém a mim nem à minha consciência citá-los. Prefiro ficar em silêncio, um silêncio estranho pelo fato de eu estar expondo, mas é que pode ser proveitoso, às vezes, mostrar algumas das coisas que sente; principalmente quando se parece com quem não sente. Digamos que não pareça, e que eu prefira parecer. Tudo é fruto dessa reflexão que citei no início desse pequeno texto. Escuto tudo, tudo que eles têm a dizer, com paciência, e realmente me pergunto se não deveria ser simples assim, não me preocupar com muita coisa, deixar rolar. Só que pra mim não é tão simples assim, eu consigo fazer de simples fatos, passagens e empecilhos grandes obstáculos para algumas coisas. Essa mesma pessoa consegue fazer de coisas complexas algumas simplicidades. Vejo como simples algumas coisas alheias, mas as minhas sempre parecem um pouco mais complicadas e difíceis de resolver, solucionar. Penso um pouco diferente de muitos, e me pergunto se sou errado? Talvez. Escrevo para expor isso que sinto.

Isso tudo é muito simples. Como na física, tudo depende do referencial.

sábado, 9 de abril de 2011

Massacres acontecem todos os dias

Um cara entra numa escola e sai matando todo mundo. A história atrai olhares e a atenção de todos porque é um caso incomum (pelo menos aqui no Brasil). Foi realmente horrível tudo isso que aconteceu. Li em algum canto: "13 mortos e 190 milhões de feridos". O Brasil inteiro se abalou profundamente com esse crime hediondo.
A razão do acontecido não se discute. É óbvio que o cara tinha transtornos mentais e manifestava isso aos próximos. Planejou tudo direitinho, como um verdadeiro psicopata. Tinha frieza extraordinária ao tirar a vidas de seres que apenas começavam a vida. Uma vida toda pela frente. Você vai ao colégio, entra na sala de aula, e em seguida morre. Pronto!

Mas até que ponto tudo isso chega? Até que ponto nós falamos a verdade?

Acontecem tragédias como essa diariamente. Pessoas morrem aos poucos, durante dias, em filas de hospitais, sem sequer ter a chance de atendimento médico. Pessoas morrem diariamente vítimas da violência. Doentes, viciados em certas drogas, morrem aos poucos pelas ruas, cujo único desejo é ter chance de tratamento. SIM, EXISTEM PESSOAS QUE QUEREM TRATAMENTO.

O mundo é esse. É difícil, mas é esse. Não finja que tudo isso é horrível demais pra sua cabecinha mimada e inocente.

sábado, 2 de abril de 2011

Sim, você sabe do que eu vou falar. Você já sofreu por isso, e com certeza ainda tem muito o que sofrer. Eu não preciso escrever muito pra que o leitor deduza minha intenção ao escrever esse texto. Isso é um desabafo de quem é pressionado e se sente acuado, vendo a vontade bem na frente; mas com medo de esticar a mão e agarrar o que gosta e quer.

Em toda a minha vida já fui direcionado a um futuro bom. Já teve a fase da medicina, já teve a fase do direito, e também já teve a fase em que eu não queria nada. O tormento aumenta a partir do momento que a sua escolha se embasa na vontade dos outros, e no que eles podem falar se você quiser seguir caminhos que eles não te imaginaram seguir. A decepção é forte. Chega a ser até tratado como traidor. Aquele que desperdiça oportunidades.

E quando desperta dentro de mim aquela revolta, eu preciso compartilhar. Começa a crescer a vontade de mandar tudo pra puta que o pariu e fazer, simplesmente, o que eu quero; sem importar-me com o que os outros vão dizer. Dá vontade de não se importar com coisas as quais eu deveria sim me importar. Aí a mente trava e você precisa escrever um pouco pra desabafar. Eu estou falando de vestibular e o que os outros ditam pra você. Eu estou falando de quando você chega dizendo que vai fazer um curso “X”, e os outros te desaprovam, sem ao menos saber o motivo que te leva àquilo.

Não que isso tenha acontecido comigo. Falta de vontade não é. Um dia eu chego e mando todo mundo pro inferno.

terça-feira, 8 de março de 2011

Cada vez mais decadente

Faça-me o favor de poupar-me tudo isso que você finge. Faça-me o favor de não sorrir dessa forma. Esse sorriso falso e torto, estampado numa face ainda mais marcada pela falsidade. Uma face que depois reclamará da falsidade dos outros. Largue desse apego pelo fútil e desnecessário. Deixe tudo isso de lado e tente seguir uma vida equilibrada. Para de escrever e falar coisas que não vão te levar a lugar nenhum. Decadente. Cada dia mais decadente você está. É uma pena que só tu não vejas isso, enquanto todos ao seu redor olham e riem. Talvez não todos, mas eu sim olho e rio de tudo isso que tu fala, escreve e expressa.

Por favor, deixe-me na minha. Não me venha com perguntas que não podem ser respondidas. Perguntas que não necessitam de respostas pelo simples fato de serem vagas e fúteis. Eu não quero te escutar. Eu sigo só e tenho certeza absoluta de que esse caminho é correto. Menos tortuoso do que esse sorriso feio que você carrega. Eu prefiro ficar aqui, sozinho, que seguir adiante nessa falsidade.

Eu sei que, um dia, tudo isso que eu falo fará sentido para alguns de vocês. Os mais fortes. Os fracos e tolos permanecerão de onde vêm. Entenda como quiser.

*Erros ortográficos são de responsabilidade dos meus dedos trêmulos e errantes. Mundanos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Bandas de forró eletrônico e suas músicas de gosto duvidoso

Uma reflexão muito legal acerca de "carros pancadões" e tudo isso mais. Acerca do que está se tornando nossa cultura cearense desde que o forró eletrônico predominou. Vale a pena ler!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Seria o Brasil um país habitado por pobres de espírito?

Não tem escola de qualidade para o filho trabalhador, não há hospitais nem saúde para o povo. O Brasil vive uma fase emergente, está passando de ruim para menos ruim. É absurdo dizer que o Brasil está bom. É absurdo dizer que a educação pública no Brasil é boa.

O pior de tudo isso é que sofremos por conta de quem somos. O brasileiro (ele mesmo) se atola na miséria e na decadência. É impressionante como sempre temos o poder de nos arruinar cada vez mais. É incrível como o brasileiro não tem amor à pátria. É incrível como insistimos em permanecer na lama.

Cidades sofrem com ondas cada vez maiores de violência. Uma guerra é travada contra traficantes e marginais (vítimas do descaso). É o país do futebol, o país do carnaval. Carreatas enormes quando o Flamengo ganha a Taça Guanabara. Manifestações isoladas a favor de causas nobres, como aprovação de projetos de lei a favor do próprio brasileiro.

Um país com desigualdades enormes tanto quanto seus problemas sociais, onde só quem se salva é o carinha que sabe jogar bem futebol. Ou o cara rico, que já nasce salvo. O resto é resto. O resto está entregue a sorte. O país emerge economicamente, mas retrocede socialmente. Programas de fofoca são campeões de audiência. Livrarias fecham por falta de público. Não que tenham poucas livrarias, mas o público do Tv Fama é bem maior do que o das bibliotecas.

Tudo isso conseqüência de nós mesmos. Do que fizemos com o nosso futuro. De como elegemos representantes e de como tratamos o nosso país. Lembre-se: quando você vira a cara para uma criança que te pede esmola, ela mesma que vai cometer latrocínio com a sua filha mais tarde, por falta de oportunidade (não que justifique). Pare de fingir que tá tudo bem. Não está, e precisa mudar.

Enquanto isso, pesquisas revelam que o brasileiro é um dos mais felizes do mundo. Índice de satisfação do brasileiro é altíssimo. O Lula tem pra lá de 80% de aprovação. O que seria, afinal, o povo brasileiro? Trabalhadores otimistas e que acreditam no futuro, ou simplesmente pobres de espírito que merecem o lugar onde estão?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Eu gosto de sentir

Sentimentos que eu não posso controlar exalam de mim. Que culpa eu tenho, se sempre você reaparece e me faz ficar assim?!

Pego-me mais e mais vezes com esse pensamento estúpido que não me leva a nada. Várias outras bocas querem tocar meus lábios, sem exagero; mas, apesar de ser meloso demais, o que eu quero é você. Nenhuma outra boca contorna a minha de forma tão perfeita quanto a sua. Eu realmente te dou preferência nos meus pensamentos. Primeiro você, depois as ‘outras’.

Você deve nem fazer idéia do que eu penso. São realmente coisas que eu prefiro deixar guardado nessa caixa preta que é o meu blog. Prefiro escrever aqui e passar o tempo do que desabafar com alguém. Sempre há repreensões, e eu não estou disposto a passar por isso, apesar de saber que tudo o que faço não passam de flashbacks infantis. Que seja infantil então. Benditas são as crianças.

Como aquele viciado que tenta se livrar da drogas, mas não consegue de forma alguma. O máximo que ele consegue é circular outros meios e conviver com outras pessoas pra passar um pouco o tempo. Mas logo, logo ele vai ficar sozinho e começar a pensar em sua amada. A comparação pode parecer estúpida, mas é bem válida.

Eu sei muito bem que você não tem nada haver com isso, e admito que isso tudo gira em torno só da minha cabeça. Mas que seja. Gira em torno de minha cabeça, e em torno de fios de cobre, agora. Escrevo pra exalar, pra abortar. Colocar pra fora todos esses pensamentos que me perseguem.

Seria bem mais fácil não sentir nada, mas não seria eu. Eu gosto de sentir.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A vida é um emaranhado de experiências, sejam elas ruins ou boas. Que sejam boas. As minhas são boas, até agora; mas são boas que passam por um intervalo um pouco longo de não-boas. rs
Passei por algumas experiências que pretendia, e por outras não pretendidas. Mas sempre o que há de melhor vem "do nada", sem que você espere.
Senti algumas vibrações boas e verdadeiras, outras ruins e verdadeiras; que por precaução eu pretendo esquecer, embora me lembre sempre. Pessoas felizes reunidas em um mesmo local me atrai. Acho que porque eu ostento uma idiota ilusão de que tudo vai transpor esses seres, e que eu possa adiquirir um pouco de sua felicidade.
Na vida tive experiências que desejei nunca acabar, e tive algumas a que me apeguei, confesso; mas tudo isso não faria muito sentido se não houvessem pessoas ao meu lado. Isso é fundamental.
Escrevo pra soltar, pra abortar um pouco do que penso e sinto. Estou feliz em fazer o que gosto. Estou feliz em estar com quem gosto e compartilhar experiências boas. Afinal, a vida não passa de um conjunto desorganizado de experiências...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Um sonho

Acordei em uma passagem perigosa. Daquelas passagens que atravessam um rio bastante largo. A passagem era feita de corda, com pedaços de madeira a fim de que pisássemos e que mantenhamos o equilíbrio. Olhei para baixo assustado, apertando ainda mais minhas mãos na corda. Era muito alto, a correnteza do rio era bela e assustadora.

O que eu tinha de fazer era atravessá-lo. Tinha de fazer isto e ir de encontro ao deserto na minha frente. Fui me segurando e andando devagar. Consegui atravessar o rio através da passarela. Havia um precipício. Se eu caísse daquela passarela, iria de encontro ao rio e provavelmente morreria.

A seguir havia uma estreita estrada de terra batida. Era tudo deserto, mas havia esse caminho. Segui sem saber onde estava. Apesar de tudo, eu sabia que não estava no Brasil. Após pouco tempo, vi uma moto. Acenei e pedi que o motorista parasse. Ele parou. Eu falei algo como “What this country?” na esperança de que ele me entendesse. O homem balançou a cabeça positivamente e respondeu: Argentina.

Ele não deu tempo de que eu dissesse “Yo soy Del Brazil”, e saiu em disparada com sua motocicleta, deixando uma névoa de poeira ao meu redor, e me fazendo tossis um pouco.

E então, acordei; pela segunda vez. Meu gato estava ao meu lado dormindo. E a minha cama estava fria. Tudo isso não passava de um sonho, que eu deveria escrever no fiosdecobre.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Contemplando um Animal ao crepúsculo

Estava tudo muito bonito. Havia um crepúsculo para ser visto. E como se não bastasse o sol onipotente pedindo desculpas e se retirando entre as montanhas, se perdendo no horizonte; ainda tinha um belo animal ao meu lado, o qual eu sempre que podia contemplava. Esse animal se chamava Amor. Digo: eu preferia chamá-la de Amor. Havia uma empatia entre eu, um ser humano, e aquele outro ser humano. Dois animais se amando ao ver o crepúsculo.

Estávamos em uma daquelas paisagens onde o verde predomina. Imagine uma casinha pequena, quadrada. À frente desta casa havia uma árvore de tamanho que a humilhava, e toda sua sombra servia para aliviar o calor da região. A árvore, em seu trabalho de aliviar o calor, fazia uma dupla linda com o riacho, que corria a alguns metros por trás da casa. A fronte da casa era muito simples, porém tornava-se bonita quando eu e meu Amor a iluminávamos. Havia uma porta e uma janela.

Era justamente na janela em que nos encontrávamos mais uma vez, como se fosse a primeira. O crepúsculo agia de uma forma que ela parecia não pensar, apesar de que, vez em quando, olhava-me com aqueles olhos lindos e contraía os músculos da face de modo a me mostrar aquele risinho leve e solto, pelo qual eu me apaixonada dois meses atrás.

Virei meu rosto, e assim pude ver as águas do riacho passando lentamente. As águas nada atrapalhavam a visão do fundo, água cristalina. E então pensei no quanto aquele momento era maravilhoso, e que nem por isso nos custou tanto. Para tanto, precisei encontrar o animal certo e o lugar certo.

O crepúsculo ainda estava bonito. Eu a olhei, ela estava com os lindos olhos no horizonte. Então, dei-lhe um beijo na face. Quando voltei meu rosto às montanhas, o Sol já havia se escondido. Por um momento pensei que havia acabado meu dia, que o dia não seria mais legal e harmonioso sem aquela cena; mas lembrei-me que no dia seguinte eu poderia contemplá-la mais e mais, ao amanhecer do dia.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Novelas Televisivas das oito

Quando se fala em novela, o que se pensa logo? Novela das oito. Sim, porque todas as outras são uns meros espelhos turvos daquela novela das oito (que poderia ser chamada “das nove”, né). Quem nunca curtiu, ainda que por uma semana, aquela novela tão pacata e sem graça, mas que todo mundo não perde um capítulo?

Já virou hábito. Assim como antigamente as famílias tinham o prazer de deleitar-se em meio romances, sejam eles românticos ou realistas (que mais podem ser chamados de machadianos. Realismo é machadiano). Hoje, essas mesmas pessoas e famílias, que num intervalo um pouco longo acompanharam as novelas via rádio; agora, só querem saber de suas tv’s. Mais precisamente, aguardam todo o dia por aquele momento. Eles sempre aprendem as vinhetas das novelas das oito. Você pode nunca ter ouvido música indiana, mas com certeza curtiu-as quando as ouviu em sua telenovela.

E os comentários? Ah, esses vão de mero deboche até fanatismo. Fanatismo esse que deixa-nos com ódio do anti-herói, o qual sempre atrapalha nosso fã, o protagonista. Protagonista esse que pode ser até bobo, imbecil, idiota e burro; mas que sempre vai ser amado e adorado aos olhos de seus telespectadores. Os segundos vibram e se emocionam sempre que têm a oportunidade. Esbaldam-se de felicidade quando seu vilão é desmascarado, façanha esta que só ocorre nos últimos capítulos; mas que, em vão, você adora aguardá-lo no LONGO intervalo existente entre o começo e o final.

E , por fim, costumo lembrar também de o quanto eu ficava triste, e deixava isso transparecer, quando a novela acabava. Acabava me deixando com saudade. Saudade de quando ficava eu e minha mãe assistindo aquilo e depois conversando sobre tudo que rolou. O Brasil inteiro conversa no outro dia sobre o que rola na novela das nove.

Faz tempo que eu não sento com a minha mãe pra assistir a novela das Oito.

Smells Like Teen Spirit - Cassia Eller - Rock In Rio 2001

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um pouco da minha opnião sobre coisas fúteis

A cada dia que passa tu se atolas mais nessa onda de futilidade. Salão de beleza, maquilagem, tudo pra não ficar natural. Por que hoje em dia quem é natural é sem graça. Tu não pode usar uma blusa simples, porque logo tu é tachado de pobre, etc. Tu deves usar roupas de marca. Existe coisa mais idiota? Existe coisa mais idiota do que tu comprar uma roupa, branca, somente com um pequeno símbolo estampado no peito. Esse símbolo é o que vai te incluir na “sociedade”. Na sociedade da futilidade. Das coisas fúteis. E se tu preza por isso, aconselho-te a repensar teu conceito sobre o que é estar incluído na sociedade.

Tu precisa mesmo pagar o triplo do preço por causa de um símbolo? Por causa de uma marca? Tu precisa mesmo usar a roupa que a sua diva faz propaganda? Ou isso tudo é o teu conforto? É só uma forma de te incluíres, porque certamente as tuas amigas te excluirão da turma pop caso tu não uses tais vestimentas. Existe coisa mais fútil do que desfile de moda? Existe coisa mais fútil do que moda? Uma coisa que só existe pra te ditar o que fazer, o que vestir. Ela dita a cor da calça que tu usas, a cor dos óculos, e a marca do teu tênis.

Quantos sapatos/tênis você tem? Eu tenho quatro. Comprei-os na época em que nem imaginava esse texto, e tudo que eu fazia era meio que guiado pelo que os outros me impuseram. Você vai ser tão obediente assim, a ponto de seguir moda/regras? Existem pessoas milionárias que são pagas só pra desenhar o que você vai usar. Existem multinacionais que ganham seu dinheiro fácil fabricando roupas com um pequeno símbolo estampado no peito. Você vai seguir tudo isso? Você vai escutar aquela banda porque tá na moda? Você vai deixar de escutar outra banda porque não tá mais na moda? Posso estar enganado, e tudo isto que escrevo ser fruto de uma imaginação possuidora do tédio, mas creio que tu és guiado pela regra, pela moda.

Chega a tal ponto o absurdo, que se tu vais comprar um simples caderno, para através de tal escreveres epifanias, tu paga pelo caderno, e paga ainda mais pelo fato de o caderno ter uma capa de um personagem da “moda”. Eu odeio moda. E você? O que acha disso? Se não acha nada, cuidado! Está na hora de repensar o que você está pensando, ou seja, deixar de ser guiado e tentar pensar!

PS: Ela pensa, mas não escreve, e acaba não compartilhando seus pensamentos. Que tal começar um texto sobre religião, Juliana?