segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
RECADO (:
domingo, 19 de dezembro de 2010
Cambaleávamos pelas ruas
As ruas já estavam quase vazias. O que restava éramos nós – meus amigos e eu. Nós já estávamos mais do que bêbados, estávamos num estado inexplicável de loucura. A minha sanidade já não era a mesma, agora que havia me utilizado de todo tipo de entorpecente. Renata, minha “amiga”, estava quase no mesmo estado que eu. Já não respondia por si. A madrugada estava fria, a chuva que dera de tarde ainda deixava os últimos resquícios. Resquícios esses que penetravam se infiltrando em meus tênis velhos e desbotados. Molhava meu pé, e me fazia sentir uma espécie de frio em que não se consegue pisar no chão com firmeza. Os pássaros começavam a cantar, era muito estranho, ainda estava de madrugada. Parecia que tais bichos haviam antecipado seu ritual para nos receber embaixo de seus ninhos. Ao passar embaixo das árvores, podemos sentir as saudações de pássaros, que ao nos verem, começaram a cantar. Andávamos como verdadeiros ébrios, vagando conforme o vento. É um estado que se pode definir como “automático”. Nós não precisamos de esforços, só precisamos seguir. Nossas pernas parecem ter vida própria, depois de tantas e tantas noites que fizeram esse percurso. Elas são quem nos salvam. Se essas não tivessem aprendido esse caminho molhado e frio no qual passamos agora, nós ainda estaríamos bebendo no boteco do outro bairro. Esse boteco já presenciou muitas discussões. No meio de cervejas e cigarros, nós discutíamos coisas relacionadas à política, música, questões sociais, e causas não tanto interessantes para pessoas normais. Causas que abordam temas polêmicos (coisa de maluco). Foram quase 6 cervejas só pra terminar de discutir a teoria da Terra Oca. Já os cigarros, nem contei. Nossos corpos já cambaleavam conforme as pernas ditavam o caminho. Já devíamos estar perto de casa. Durante todo o percurso, não havíamos falado nada um ao outro. Não precisava de falatório nenhum, já tínhamos discutido tudo no boteco. Agora só o que nos restava era horizontalizar nossos corpos para que nossas pálpebras, meio-abertas, possam descansar finalmente e fecharem-se.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Um pouco sobre liberdade
É tenso ter que vir falar disso aqui. Esse assunto não deveria sequer existir. Quando se trata de um País como esse, em que tudo rola disforme, precisamos discutir um pouco acerca do tema para que a mente de alguns seja aberta.
Aqui, se tu és gay e assume, tu deixas uma leva de amigos para trás, além de todos passarem a falar de ti. O cara que é homossexual por vezes tem medo de se “declarar”. Ele sabe que vai ser vítima de preconceito. I don’t understand this.
E a liberdade?
Tu tens liberdade de ser gay, mas existem “normas” sociais. Normas sociais estas que são impostas na maioria das vezes por gente hipócrita e gente antidemocrática. Gentinha.
Outro dia estava vagando em um blog e me deparei com um post relacionado ao chamado kit gay. Um kit que será distribuído em escolas públicas com cenas gays, com o objetivo de combater a homofobia e fazer com que crianças convivam com a realidade desde cedo.
O que acontece é que um deputado, chamado Bolsonaro, discursou falando que isso é um absurdo e blá,blá,blá. Há um vídeo no youtube com tudo que o Sr. Bolsonaro falou e vocês podem comprovar que se trata realmente de um homo fóbico.
Bem, deixo aqui o meu apelo a vocês, leitores:
Ao se deparar com uma cena de homofobia, em que aquele seu amigo tira onda com gays, lésbicas e tal, não fique calado. Proteste. Falo isso aos que são a favor da liberdade e da democracia. Seja o que você quer ser. E você, mente-pequena, olhe pro lado e veja que você não está sozinho no mundo e que existem pessoas diferentes, existem opções diferentes. O teu deus foi quem criou essas pessoas, e se ele criou, é porque deve realmente existir. Ou eu estou errado? Agora, se tu preferes ir contra tudo e todos e continuar nesse pensamento idiota, é uma pena ter você aqui na Terra.
Penso que o que se deve fazer é isso gente, se manifestar. Não ficar parado diante de tudo que acontece. Escreva, leia acerca do assunto e entenda. Depois forme a sua opinião a favor da democracia e argumente com esse tipo de gente. Nós precisamos de pessoas com mente assim como a sua. Aquela mente que pensa a favor da liberdade, seja ela a cunho de orientação sexual ou de expressão. Todos nós devemos ser livres. Inclusive você preconceituoso. Sugiro que te libertes desse mal que carregas. Quando tu te libertares vais ver que o peso que saiu das tuas costas é enorme, e que não valia pena ser tão idiota.
LIBERDADE
Ah, só pra finalizar:
Fica aqui um apelo a minha amiga Juliana. Que crie seu blog, estou esperando ansiosamente seus textos. Será um honra e terei um imenso prazer em acompanhá-los.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Um pouco das coisas que eu li
Faz certo tempo que eu não apareço por aqui com crenças e opiniões. Vou logo adiantando que hoje eu não estou aqui escrevendo a lhe influenciar, não tenho opinião formada acerca do assunto.
Ultimamente a questão tem sido levantada e eu só acompanhando. Uma violência avassaladora no Rio de Janeiro. As pessoas começam a se perguntar de onde vem isso tudo, e porque de um dia pro outro aquela cidade entrou em guerra civil.
Tráfico, drogas, drogados...
Quem usa drogas sustenta o tráfico, isso é realidade. É o que muitos argumentam. Mas é realidade também que os usuários de drogas não têm opção. Se não comprar de bandido, vai comprar de quem? Quem curte usar drogas tem todo o direito de ficar doidão na hora que quer. Contanto que não fira a liberdade dos outros, este deve ter liberdade de fazer o que quiser de seu corpo.
O Estado não legaliza a droga, e continua lutando contra o tráfico. A guerra contra o tráfico mata muita gente. Mas não importa, é em prol de uma nobre causa.
E se legalizasse?
Resolveria?
Em minha opinião, resolveria, mas em partes. Surgiria um novo problema social no Brasil. Seria um tapa buracos. Resolveria um problema e apareceriam outros.
O Estado controlaria o mercado das drogas, mas não deixaria de haver a venda proibida.
HOJE, TODO ADOLESCENTE COMPRA BEBIDA ALCÓLICA E CIGARROS NA PRIMEIRA VENDA QUE VER PELA FRENTE.
Se houvesse legalização, surgiriam outros problemas como este.
Como eu falei no começo do texto, só quero expor um pouco do que penso.
Sei muito bem que proibir não é solução.
QUEM ESTIVER A FIM DE USAR DROGAS, NÃO DEIXA DE USAR PORQUE NÃO É LEGALIZADO.
DROGAS SÃO DE FÁCIL ACESSO.
ASSIM COMO CIGARROS E BEBIDAS.
Fica aqui um pouco do meu pensamento, que não pende pra nenhum dos lados.
NESSA QUESTÃO, eu admito ser neutro. Por não conhecer o suficiente a ter uma opinião formada. Sou um leigo.
sábado, 27 de novembro de 2010
I miss you - Parte6-FINAL
Sentia-me acordado, sentia o meu corpo, mas não conseguia abrir o olho. Podia ouvir umas vozes familiares, da minha mãe e do meu pai. Eu não estava mais no lugar de antes. Eu havia cumprido minha missão.
- Ela tinha gêmeos, ela tinha gêmeos!
No momento em que consegui falar, uma mulher magra veio a minha direção e me acalmou, disse que em breve eu receberia alta. Eu havia escapado realmente da morte. Mas eu não sabia se deveria acreditar naquilo tudo ou não.
Minha mãe me fazia perguntas, meu pai apenas olhava-me, com um sorriso no rosto, um sorriso de satisfação. Imagino quanta aflição eu teria causado a esses dois.
Depois que todos saíram, passavam apenas funcionários do hospital pela porta, sem entrar, apenas davam uma olhada para mim e continuavam seu caminho. Algumas macas e pacientes passavam por ali também. E foi ali que vi uma cena linda, talvez a mais forte de toda minha vida.
Uma mãe estava com um bebê no colo. Não era de muito tempo, a criança ainda tinha os olhinhos apertados e toda a face vermelha, típicos de recém-nascidos. Ao seu lado, havia um homem, que a mantinha segura com um abraço envolvendo todo seu corpo, era como se ele quisesse protegê-la mesmo. A mulher tinha um sorriso no rosto. De repente, virou os olhos para mim ao passar pela porta. Parou, fixou-os em mim, e chamou a atenção do marido, que a ouvia pacientemente.
Eu tinha certeza de quem era. Não havia confusão. Era a mulher que eu salvei. Com o seu marido, que certamente havia feito aquilo por pressão da Morte. O homem agora estava com outro semblante. O de um homem bom, carinhoso e atencioso com a esposa.
Os dois agora estavam me olhando. Olharam-me e depois abriram um enorme sorriso quase que simultaneamente, inclusive o bebê. Foi uma cena linda. Tudo que pude fazer foi retribuir o sorriso, e acenar-lhes com a mão. Até que eles seguissem seus caminhos.
I miss you - Parte5
Nivy havia falado em habilidades. Só agora eu podia entender, era fantástico, eu podia ouvir claramente o que as pessoas conversavam, o que falavam ao celular. Mas uma conversa em especial me intrigou, parecia um casal discutindo. Choros, palavrões, e tapas. Não era possível, eu podia ouvir também o barulhinho que a criança fazia na barriga da mulher. Ela estava grávida!
Fui seguindo o som, e me aproximando de um prédio. Queria voar, e foi isso que fiz, não sei exatamente como. Passava sobrevoando as janelas e me aproximando de onde vinha aquele barulho todo. Para entrar, eu não precisava abrir nada, só meu espírito estava presente ali, e ele só se materializaria se fosse realmente necessário.
Passei pela janela, e dei de cara com um homem alto, barbudo e gordo batendo em sua mulher. A cena era de horror.
Num ato de impulso, me posicionei entre o casal, de forma que ele parou de batê-la, estendeu as mãos no ar com a face virada para seus olhos, e ficou olhando. Depois falou
- O que eu to fazendo? Desculpa, meu amor, eu não queria fazer isso.
Lembrei-me mais uma vez de quando Nivy me falava de habilidades. Lembrei-me também das duas irmãs que fazem trabalhos opostos. Enquanto Nivy faz de tudo para salvar-nos, Morte faz questão de manipular-nos para que matemos a nós mesmos. Era de arrepiar.
A mulher estava sangrando. Olhava-me tristonha e quase conformada com o que haveria de acontecer. Então ela me agradeceu, e todo o sangue que existia ali desapareceu, ela conseguiu pôr-se de pé. Como aquilo era possível? Não posso imaginar. Mas tinha certeza que Deveria sair daquele local, pois havia uma criança esperando por mim lá fora, e que dependia de mim.
Mas eu não conseguia andar, um vento me prendia ao chão. Para onde eu tentava me movimentar, a ventania vinha de encontro ao meu corpo, que demonstrava fraqueza. O vento de encontro a mim vinha de todos os lados. O tapete que estava embaixo dos meus pés se batia, só o que o prendia ao chão era o peso do meu corpo. A mulher me olhava com um rosto de mãe, uma expressão que me trazia conforto. O homem já não estava presente ali. E então, de repente, só existia eu e os ventos, mais nada.
A mulher só poderia estar grávida de gêmeos, pois até ali eu só havia salvado uma pessoa, um menino. Eu não entendia muito bem o porquê de eu não continuar a missão. Mas deveria ser isso.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
I miss you - Parte4
Depois de salvar-nos, Nivy leva-nos ao mundo de onde viemos, e temos a chance viver novamente. Eu fiquei muito confuso com isso tudo, mas ainda assim, consegui ter uma breve visão em minha mente e quem sabe uma possibilidade de compreender isso tudo.
Estávamos quase chegando, eu não percebera o longo caminho que havia andado. Estava muito ocupado processando as mensagens telepáticas enviadas por Raquel.
Havia uma porta na extremidade, uma porta simples, de madeira velha. Eu me arriscaria, não tinha escolha, afinal. Então, eu mesmo pus a mão na maçaneta e abri-a. Do outro lado era tudo muito claro, pessoas estavam vestidas com roupas brancas, e assim que ultrapassei a porta, percebi que minha roupa se tornara branca também. Mal sabia eu o que esperava por mim.
Ao passar pela porta, pessoas vieram cumprimentar-me. Eu não as conhecia, nunca as tinha visto. Era tudo muito estranho
Raquel mirou aqueles lindos olhos em mim e falou:
- Este é o lugar para onde trazemos as pessoas que estiveram à beira de se entregar a minha irmã, Morte, e que por algum motivo especial, estão em minhas mãos. As pessoas aqui devem descer, ir de encontro ao mundo real. Ao chegarem lá, elas não serão vistas pelos humanos. Tudo que elas deverão fazer quando estiverem em missão é buscar pessoas que estão quase morrendo. Depois que vocês buscarem no mínimo três pessoas para o nosso lar, sua estadia aqui estará paga, e então vocês voltarão para seus corpos e suas vidas, digamos assim: normais.
- Quando posso começar meu trabalho?
- Agora mesmo. Se você olhar para as outras pessoas, perceberá que muitas falam línguas desconhecidas por você, mas outras falam a sua mesma língua. E há algumas pessoas aqui que são de seu país. São formadas caravanas para que um pequeno grupo se reúna e vá ao país de origem para salvar pessoas de lá. Você deu sorte por ser salvo por mim. Por causa disso, terá muito mais força na hora de resgatar os ‘quase-mortos’.
Fui andando. Eu simplesmente fingi que tudo aquilo era normal e continuei andando, procurando alguém que falasse português. Depois de certo tempo de procura, achei um grupo, eles já estavam prontos para sair. Então tive de realmente chamá-los a atenção para que pudessem sair de seu estado de concentração. Eles me ouviram e me incluíram no grupo com satisfação. Todos os integrantes eram mais velhos que eu, e até estranharam o fato de eu, tão novo, precisar estar ali.
Uma grande ventania chegou ao local. As outras pessoas olhavam nosso grupo sorrindo, com esperança de que voltássemos um grupo ainda maior.
De repente, estávamos sobrevoando uma grande cidade, parecia uma cidade brasileira. Tive sorte, logo de primeira, achei um moleque pequeno atravessando a rua com um carro em alta velocidade na sua direção. Não pensei duas vezes, me atirei no caminho e agarrei a criança de um modo que ela só sorriu, e depois foi contar o acontecido aos amigos. Mas era ignorado por todos, pois ninguém a podia ver, só eu. Fui até lá, expliquei-lhe tudo e o trouxe comigo. Fomos andando, andando, até chegarmos ao centro da cidade.
I miss you Parte3
Depois de longos e ótimos minutos sentados, ela estendeu a mão até mim e me fez o convite. O convite de ir, e nunca mais voltar. Um convite que eu não deveria aceitar, mas que devia, pois dessa forma ficaria com ela por uma eternidade, era isso que eu queria.
Aquela linda criatura, eu já não tinha tanta certeza de que era real, estendeu a mão até mim,e depois apontou a outra mão para o horizonte.Em algum lugar longe.Ela se referia a este lugar.Seria o nosso destino.
- Para onde você quer ir?
- Para lá
- Me explique, por favor!
- É um lugar que você tem de ir – ela falou. Desculpe se quiser voltar a sua via normal, mas daqui em diante preciso que você venha comigo, você não tem escolha.
É lógico que eu queria ir a qualquer lugar com aquela beldade, não questionava isso. Mas o que me impressionou foi seu tom de voz, ela parecia agressiva.Não agressiva,mas intimidadora,era como se realmente eu não tivesse escolha.Eu iria com ela,não queria fazer nada diferente disso,afinal,ela salvou minha vida,e pelo menos gratidão eu a devo.Como mostra de gratidão,lhe falei:
- Vamos! Seja onde for, estou pronto!
- Lá você cumprirá sua missão, e terá oportunidades que nunca pensou em ter.É um lugar lindo,você vai adorar.
Eu já estava adorando, era mágico ter sua presença a mim.
Raquel se prendeu a mim num abraço firme, suave e gostoso ao mesmo tempo. Então começou uma ventania ao nosso redor, a areia da praia estava no ar, e estava se formando um buraco no local em que nos encontrávamos. Subimos, então vimos aquela linda praia de cima, num plano bem mais bonito. Sob nossos pés havia uma superfície de pedra,como se fosse uma ponte,que fazia um caminho até o lugar que ela apontou, muito longe.
- Vamos andando – disse ela.
Eu queria contestá-la, pois aquele caminho era algo interminável, mas não me contive com o seu sorriso e me contentei em apenas olhá-la.
Fomos andando, andando... Até que ela resolveu falar:
- O lugar aonde iremos é lindo,mágico.Você vai adorar!Não tem nada de parecido com essa realidade que os prende, e que limitam vossas habilidades, e tudo mais. Lá você estará livre, estará livre para voar, para correr,você fará o que quiser.
Senti-me à vontade e falei:
- Como é? Primeiro você me salva da morte, depois me traz a uma praia, cá estou eu. Estamos andando sobre uma ponte aérea e você me diz agora que vamos a outro mundo? Desculpe, eu estou encantado com você, mas isso é demais para minha cabeça.
Eu não acreditava que havia falado daquele jeito com ela, não podia ser tão rude. Antes que eu abrisse a boca para pedir-lhe desculpas,ela colocou a mão sobre meus lábios e falou:
- Você estava morrendo. Eu te salvei da Morte. Sei que é muito difícil de entender, mas a Morte é minha irmã. Somos filhas da Vida, e vivemos em missões opostas.
- Desculpe, desculpe mesmo. Isso vai de encontro a tudo que eu acreditei até hoje.
- É exatamente por isso que é difícil para você entender. Você humanos sempre tendem a se prender a pensamentos, crenças, religiões, e esquecem que novas possibilidades existem. Prefiro me comunicar por telepatia com você, é mais rápido e economiza fôlego.
Foi me passando informações, informações estas que chegavam cada vez mais rápidas. A conexão entre a gente melhorou ou algo do tipo. Ela me dizia coisas absurdas para o meu conceito. Quem constrói, organiza e orienta todo nosso futuro é a Vida. Esta tem duas filhas, Morte e ‘Raquel’. Raquel foi um nome que ela usou para facilitar a lembrança, era mais fácil do que Nivy, pelo menos na opinião dela. Na minha, tanto faz, eu nunca me esqueceria daquele ser mesmo. O trabalho de Morte na vida das pessoas é de levá-las ao mundo imaterial. A missão de Nivy, ou Raquel por aqui é diferente, justamente o oposto. Ela deve salvar-nos da Morte, ou seja, uma irmã luta com a outra pelo nosso destino. Depois de salvar-nos, Nivy leva-nos ao mundo de onde viemos, e temos a chance viver novamente. Eu fiquei muito confuso com isso tudo, mas ainda assim, consegui ter uma breve visão em minha mente e quem sabe uma possibilidade de compreender isso tudo.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
I miss you - Parte2
Eu não sabia onde ela me levaria, mas estava certo de que iria a qualquer lugar com aquela companhia. Não era difícil de decifrá-la, a bondade estava espalhada no seu sorriso, que brilhava tanto, mas tanto, que até desviava-o. E foi assim, dessa forma, que ela me levou até o seu Fusca vermelho-sangue. Eu só podia mirá-la, e só isso que queria fazer também, não precisava fazer outra coisa.
Ao chegar ao carro, me sentou no banco da frente, ao lado do seu. Dirigiu meia hora calada, sem fazer um barulho sequer, a não ser o de um sorriso aberto que soltava de vez em quando sem deixar de olhar pra frente.
Eu também não falava nada, mas tinha vontade, então disse:
- Gostei de você. Como se chama?
- Raquel.
- Nome lindo esse seu. O que você faz?
- Salvo pessoas prestes a morrer. Às vezes há tentativas em vão, mas muitas vezes consigo, como agora.
- Obrigado...
E então passamos um longo tempo calados. Agora, de vez em quando, ela olhava-me. Virava o rosto completamente e esqueci-me da estrada, fixava seus lindos olhos em mim. E eu fixava os meus nos seus.
Já estava amanhecendo, eu podia ver uma praia... Era pra lá que íamos. ”Que bom”, pensei. Assim poderíamos conversar. Eu queria muito conhecê-la, havia certa atração de mim pra ela. E talvez, dela pra mim.
Ela parou o carro próximo a areia, e então saímos. Eu já estava bem melhor, conseguia andar e respirar sem dificuldades, conseguia até falar. Ela foi em direção a uma pedra que havia no local, sentou-se sobre, e começou a olhar o mar. O sol brilhava majestosamente, de uma forma que me intimidava.
Pensei que fossemos conversar, mas não, nós não conversamos. Nós nos olhamos, não era preciso palavras para se comunicar com esse ser. Era incrível, aquilo não podia ser real. Eu, sempre que queria fazer uma pergunta, bastava pensar. E então em poucos segundos vinha a resposta via ‘pensamento’. Incrível! Telepatia ou algo do tipo.
Depois de longos e ótimos minutos sentados, ela estendeu a mão até mim e me fez o convite. O convite de ir, e nunca mais voltar. Um convite que eu não deveria aceitar, mas que devia, pois dessa forma ficaria com ela por uma eternidade, era isso que eu queria.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
I miss you- Parte1
Meus pés já estavam cansados de tantos pulos e pisos. A noite gritava, já não agüentava mais aquela pressão em meus ouvidos. A batida, além de frenética, me alucinava cada vez mais. Foi no meio disso tudo que caí.Estava tudo muito brilhante,e as pessoas olhavam pra baixo,me encaravam e seguiam seu destino rumo ao frenesi.Tentava me levantar,me erguer,ainda haviam reservas energéticas ali,eu sabia.De nada adiantou,todo aquele barulho,e toda aquelas pessoas só faziam me atrapalhar.Foi no meio disso tudo que eu apaguei.
Quando acordei,estava voando,via aquilo tudo de cima, não podia acreditar no que havia acontecido. Eu temia tanto por aquilo. Havia alternativas, óbvio, mas eu estava quase certo de que estava morto ,se não, estava quase lá .Havia morrido durante uma festa,ninguém me ajudou.De onde eu estava, podia ver meu corpo,e as pessoas que passavam ao redor,e só olhavam;alguns até chutavam o cadáver com cara de deboche.Eu não conseguia falar,mas tentava imaginar em que eu havia me metido.Pensava em tudo que passei,e começou a vir um filme em minha cabeça.
No início, vieram imagens do parto, incrível, eu consegui assistir ao meu parto num momento de morte. Logo depois, minhas imagens de quando era criança, adolescente.Conseguia assistir a todos os momentos de minha vida: meu primeiro beijo,minha primeira transa,tudo isso passava em filme,um filme que eu via de cima,e que eu era produtor.Um filme que eu queria abandonar,por mais que custasse muito,eu queria minha vida de volta.De repente,escuto batidas,batidas à porta.Era a porta do meu apartamento,amigos e bebidas pra valer,a galera já estava pronta.Eu podia me assistir rindo,bebendo e cumprimentando o pessoal.Mal sabia eu que aquilo seria uma prévia do que estou sentindo agora.Saímos,chegamos,bebemos,nos drogamos,e na hora mais exata de todas,eu caí,caí pra nunca mais levantar-me.
A minha imagem caído parou de tal forma que eu tentava sair de minha posição flutuante nos ares,e ir até lá me salvar,eu precisava de alguma ação.Uma mulher me olhou,não para meu cadáver caído no chão,mas para cima mesmo,e me viu a olhando com uma cara de súplica.Minha vida dependia dela.Não foi preciso mais nada depois disso,ela entendeu o que eu quis dizer,e imediatamente foi ao meu encontro e me reanimou.Salvou a minha vida.Foi aí que tudo apagou e eu voltei ao meu corpo.A sensação foi louca demais para que eu possa compreender.
Só o que podia ver era uma mulher linda, mais parecia uma deusa. Deusa grega, daquelas que merecem escultura feita a mármore, e esculpida por Michelangelo. Seus cabelos eram de um castanho claro.Não era loira,era quase-loira.Seus olhos eram de um verde penetrante,que não me permitia olhá-los por mais de dois segundos.Sua boca era desenhada a mão,e muito bem desenhada,com ótimos contornos e lábios convidativos.
Não sabia o que falar. Pois quem falou não fui eu,foi ela:
- Vou te tirar daqui.
domingo, 21 de novembro de 2010
Não me chame de amor
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Mente aberta
Bem,eu estava assistindo a um programa de televisão e foi o que me inspirou a escrever isto.Como sempre,nesse espaço,gosto de deixar claro minhas opiniões e crenças.
A questão dos E.T’s é muito discutida,e por outros ela é indiscutível,simplesmente por que é algo oculto.Isso tudo é muita baboseira mesmo.Eu costumo achar de que tudo é possível.Agora,gostaria de lhes fazer uma pergunta: Você crê em Deus? Deus é oculto,né? Você deixa de crer em Deus porque não consegue vê-lo?
Eu não vou simplesmente declarar que acredito em E.T.Mas creio sim que pode haver a possibilidade.Da mesma forma que creio que Deus possa existir.Ele pode existir sim,claro.
E o interessante é que muuitas pessoas quando vêem pessoas que crêem e dizer que viram,simplesmente ignoram-na e a julgam loucas.Pura hipocrisia.
Ah,tem outra desculpa pra não acreditar:
“Se eles existissem,nós a teríamos identificados,e já teríamos pegado-os.Hoje em dia,a Física está muito avançada.Temos equipamentos para identificá-los”.
Bem,todos sabemos que a Física e todos esses equipamentos foram inventados por nós.Temos que abrir a cabeça para a possibilidade de eles serem mais desenvolvidos do que nós.Ou seja,apesar de tudo,devemos manter a mente aberta.
domingo, 3 de outubro de 2010
Eu já estava meio assim,e ainda estava esquecendo que tudo gira em torno de dinheiro e ambições.É natural,sem que você evite.É instinto.Nos dias atuais você sempre vai se submeter a certas coisas que é ‘meio’ contra sob a expectativa de ganhar algo,
Tô escrevendo isso porque me disseram que Tico Santa Cruz,vocalista e líder do Detonautas,está participando de “A Fazenda”.Na hora,eu confesso que fiquei imaginando “Caralho mano,ele? ”.Até que veio alguém e sussurrou: “Ora meu amigo,DINHEIRO,é dois milhões em jogo,tu tem idéia do que é isso?”.Bem,eu não tenho,mas sei que é muito dinheiro e que pode mudar a minha vida.Essa quantia,ou a possibilidade de tê-la iria mexer comigo,e nem sei o QUANTO!
Desde que inventaram esse programa,eu nunca o assisti.Nunca tive o mínimo interesse.Até porque ele é formado por famosos,já fica meio dentro de padrões e tal.O programa só vai estar repetindo algo que aparece todos os dias na TV.Vai denegrir a imagem de alguns,que se mostravam bonzinhos lá fora e quando entram se comportam como verdadeiros idiotas.Só isso.
E é engraçado como nós fazemos este tipos de coisa também.Seria legal eu escrever um texto criticando ele e tal.Falando que ele foi contra qualquer princípio que ele tinha,e que eu estou decepcionado pelo fato de ele ter feito essa escolha,mas NÃO.É apenas o dinheiro que explica isso.Você faria isso,EU faria isso.Dois milhões é uma quantia que pode mexer com a sua cabeça,e ainda mais com os seus princípios.Se bem que os princípios são meio que regras que você criou acerca de si mesmo.Se são regras SUAS,então mude.
Confesso que no começo eu achei estranho,e tive que ligar a TV,e ver o programa para acreditar.Pretendo ver o programa e estou torcendo pra ele.E quanto ao lance lá,acho que fez certo mesmo.Devemos alçar novos vôos sem ficar temendo tanto,ainda mais de o objeto desse medo são pessoas desconhecidas.Vá em frente.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A Cabana - do meu ponto de vista
Faz tempo que eu não falo de livro algum por aqui. Recentemente li “A Cabana”, que por sinal é um ótimo livro. Gostaria de recomendá-lo, sobretudo se você é religioso e especialmente católico, daquele tipo de católico que nem freqüenta a igreja.Bem,isso vai te ajudar a se guiar.
Nem lembro se já comentei isso por aqui, mas eu não sou religioso. Sou do tipo que não acredito que o mundo vive e gira em torno de um Deus. A meu ver, o mundo gira em torno do Sol e de si próprio, acabou!E se Deus existir, eu sei que ele é bom o suficiente pra entender a minha decisão de viver de forma a ignorar a fé cega. Ele vai entender muito bem a minha decisão (caso ele exista) e vai me proteger.
O escritor, chamado William Young, consegue um efeito nada normal diante de seus leitores. Às vezes parece que você está ouvindo palavras de Deus mesmo. A ponto de que tu pares e pense: ”Calma, isso é só um livro”. Eu não sou religioso (repito), mas senti uma paz legal ao ler o livro. Tirei muitas coisas positivas daquelas páginas e acredito que há mais a explorar.
Admiro,mais do que qualquer outra pessoa,o escritor. Este leva você a explorar um mundo fictício que você realmente quer que aquilo exista e quer freqüentar aquele lugar e falar com aquelas pessoas. O sonho de todo mundo que crê em Deus é poder se comunicar com ele. No livro isto acontece, e você se sente representado por meio do personagem. O personagem (Mack) faz perguntas as quais nós sempre iremos permanecer sem respostas.Em algumas palavras,Deus responde TUDO .
domingo, 12 de setembro de 2010
Violência contra a mulher (do meu ponto de vista)

Violência contra a mulher é uma coisa meio foda. Todo mundo comenta e você não precisa ver mais um texto falando sobre isso. Mas ainda assim eu escreverei.
Há uma série de fatores que influenciam o fato de hoje em dia ainda haver este tipo de agressão. Desde muito cedo se criou a imagem de o homem ser o líder, ser o símbolo da força e se impor sobre as mulheres. Isso vem de longe, não é de hoje. E porque simplesmente não deixamos essas coisas antigas pra trás e nos voltamos para o presente com uma visão mais 'moderna' e menos paleolítica do assunto?
Nas décadas anteriores e até séculos anteriores era comum uma sociedade em que a mulher vivia em casa,submissa aos gostos do marido e tinha restrições de todas as formas possíveis sob a 'ameaça' de ser mal falada pela vizinhança.Isso tudo em cima da mulher.Homens de famílias antigas frequentavam cabarés de luxo e não eram ao menos citados nos boatos.Sempre que nos lembramos da palavra 'adultério' e 'punição' nos lembramos das mulheres.Por quê? Simplesmente por serem estas as mais punidas com relação ao adultério, e por desde que nascemos sermos bombardeados com esses pensamentos (que infelizmente nos influenciam).
Eu estava lendo sobre o assunto e fiquei realmente intrigado com a situação da violência contra a mulher hoje. Depois comecei a imaginar se a posição delas hoje tem algo a ver com a posição que elas ocupavam antigamente, e sim: tem tudo a ver. E só depende de nós que isso mude e que mulheres que sofrem de abusos hoje possam ser livres e independentes destes tormentos em suas vidas.
Quando há a agressão em si, ela primeira vez, a mulher acha logo que não vai acontecer de novo e blá, blá, blá. Mas acontece, e com frenquencia crescente. A mulher por sua vez se vê dependente do marido que a maltrata e sem ter como viver livre e independentemente, tendo que passar por humilhações dentro da própria casa. Humilhações no cunho sexual e moral. Ou vai dizer que você nunca viu por aí maridos que bebem o dia inteiro e chegam a casa fedendo querendo sexo com a esposa a qualquer custo. Quando a mulher recusa tal ato (nojento),o homem se sente desonrado e parte pra cima.Ele precisa de alguma maneira se impor,e vê a mulher submissa a ele.Afinal,quem manda na casa é o homem não é?
ERRADO
Aí você que tá lendo imagina que esta situação é mesmo errada, que isto não pode acontecer e etc. Mas em simples pensamentos e às vezes atitudes demonstram que o pensamento machista age de forma tão precisa em nós desde que nascemos, que mal percebemos que temos SIM um lado machista do qual temos vergonha e preferimos não expor...!
Quando passa aquele cara de carro com a mulher dirigindo e ele no banco de passageiro. Todo mundo acha isso estranho, ou eu tô errado? E isso pode até ser motivo de chacota entre amigos... Porque alguns pensam que aquilo teria afetado a masculinidade de seu 'amigo’.
São essas pequenas atitudes que revelam que ainda vivemos numa sociedade preconceituosa e que PRECISA rever seus conceitos e posições!
Mas voltando ao assunto de violência contra a mulher em si. As mulheres são vítimas de apanham de maridos,tudo isso a gente já sabe.Aí todo mundo aponta o dedo pra ela e pergunta o porquê de ela não abrir a boca,não falar nada."Você gosta de sofrer","Por que tu fica com um homem que te maltrata?".Parte dessas indagações podem até fazer sentido,já que tem mulheres que aceitam a posição submissa que ocupam diante do marido ou companheiro.Mas algumas não estão passando por isso simplesmente por necessidade.

Voltando novamente. E a omissão do que ocorre por parte das mulheres também se dá pela falta de segurança que essas sentem em relação à sociedade e em relação ao parceiro. Elas (as mulheres) têm medo de serem vistas com outros olhos e isso pode vir a ser a causa de ela não abrir a boca. E em relação ao esposo todo mundo já sabe né?!Quando essas agressões são mais violentas, os maridos chegam até a tirar a vida de sua ‘ex-esposa’ caso essa venha a dizer o que ocorreu para a polícia!Todo mundo aqui ouviu falar do caso de Maria Islaine de Morais,que foi morta pelo marido.Foi morta no salão em que trabalhava.E ela já havia pedido segurança para a justiça,que deixou o homem a solta para que pudesse tirar a vida da mulher.Ela ainda veio a instalar câmeras de segurança no salão de beleza porque estava sendo ameaçada e sabia que isso viria a acontecer!
É preciso apertar as leia para que essas mulheres que omitam possam contar o que acontece e ainda assim viver em paz e em segurança, e não correndo o risco de serem mortas pelos maridos. Se isso não acontecer, infelizmente o problema não vai acabar.
Vou finalizando este post (que foi longo até). Aqui eu exponho minhas opiniões sobre determinado assunto e o que eu penso. Sei que ainda não faço isso da melhor maneira, mas eu estou tentando (rs).LEIA,PENSE,ESCREVA!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Músicas cativantes (ou não)

Eu estou falando sobre isso neste blog,mas tenho certeza que em algum momento da sua vida isso já foi comentado (com algum amigo provavelmente).Hoje venho abordar música,mas não estou nem um pouco afim de falar da música e de seus efeitos sobre a nossa pessoa (embora faça isso mais tarde).
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Felicidade
Eu gosto do seu corpo
Eu gosto do que ele faz
Eu gosto de como ele faz
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo
Dos seus ossos
E de sentir o tremor firme e doce
De quando lhe beijo
E volto a beijar
E volto a beijar
E volto a beijar
"CUMMINGS"
Eclipse- Crítica
Bom, eu acabei de ler um livro. Mas não é um livro qualquer, é o terceiro livro da saga Crepúsculo (o tal do Eclipse). Acho que eu nunca fiz isso, mas a partir de hoje, toda vez que eu terminar de ler um livro, vou escrever algo sobre e postar em algum lugar. Vejo o tumblr como a melhor opção pra postar esses meus textos frustrados de quem não faz porra nenhuma de interessante.
Antes de tudo eu gostaria de pedir para que vocês não me xinguem. “A viadinho, bicha, tá lendo Crepúsculo, mano!”. Por favor, não haja dessa forma, essa atitude não é digna de pessoas equilibradas. Você é sim equilibrado.
Vamos lá.O Eclipse é um bom livro.É longo e demorado,então saiba logo disso antes de começar a ler,você vai cansar.Apesar de ser longo e demorado,ele é bom.Só tenho algumas críticas em relação ao que o livro promete e não cumpre.No final do livro Lua Nova,foi selado um acordo em que os Cullen (família do Edward) iriam transformar a Bella em vampira.No Eclipse inteiro isso é comentado,porém não passou de comentário.Há a expectativa de todo leitor que ela se transforme em vampira,mas isso não acontece no terceiro livro.Talvez aconteça no quarto (lá pelo fina,com certeza),ou talvez nem aconteça.A minha crítica é em relação a isso,ela deveria ‘sim’ ter sido transformada na porra do Eclipse.A Stephenie Meyer poderia ter incrementado até um toque de ‘lucro’ em cima desta transformação.
Seria uma ótima se ela tivesse feito a transformação da Sra. Swann no último capítulo. Isso faria com que os leitores ficassem frenéticos com a transformação. Na hora da mordida, que seria executada por Carlisle ou Edward, o livro acabaria. Isso iria fazer os leitores pirarem de curiosidade e provavelmente eles já começariam a ler o quarto livro da saga esperando pela ‘Bella vampira’. E ficaria bem mais interessante ter uma vampira narrando, como ela iria narrar à história sendo vampira. Seria interessante essa diferença que iria ser notada em todo o livro Amanhecer. Se fosse deste jeito, o Amanhecer seria com certeza o melhor livro da saga.
É uma pena que eu não seja assessor da grande Stephenie Meyer.quinta-feira, 22 de julho de 2010
Lua
sábado, 1 de maio de 2010
às vezes eu fico pensando ...
É porque de repente eu fico depressivo. Não, depressivo não, mas a palavra certa seria pensativo. Desde ontem eu estou assim, fico pensando na vida. Fico sentindo saudade das pessoas, fica me dando vontade de chorar,fico pensando no sentido da vida,fico vendo coisas bonitas em um simples gesto,fico percebendo a bondade das pessoas, fico percebendo o amor com o qual elas nos tratam,fico percebendo nossa ingratidão,sei lá ... fico ,fico,fico (pensando além da conta).De repente me dá uma carência,eu to normal aqui e de repente me dá vontade de abraçar,de ficar junto. Isso é estranho em mim, eu nunca senti isso antes (talvez 1 ou 2 vezes no máximo). Eu fico com vontade de fotografar tudo, para que um dia eu esteja velhinho e lembrando dos meu amigos,da minha rua,da minha vida.Aí vem uma tristeza, eu fico pensando : ‘Caralho mano,um dia eu vou estar velhinho com toda a minha vida passada já,vou olhar pra trás e não sei o que vou ver, não sei se irei realmente encontrar ‘aquela’ pessoa, não sei se vou estar realizado profissionalmente, não se vou ter filhos.O fato é que eu fico pensando na minha vida toda passada como se eu estivesse velho já,vendo fotografias e sentindo saudade, nessa hora me dói.Eu continuo fotografando as coisas que gosto –e as que não gosto também- para que um dia eu olhe e lembre,para que um dia eu olhe e chore.Ultimamente está me acontecendo muito de eu querer ver verde,habitar um lugar no qual eu tenha contato com a natureza, ou poder manter esse contato sempre, sem que seja uma vez perdida no ano.Penso demais e faço pouco. Tenho medo de chegar lá na frente, velho já, olhar para trás e não ver nada (sim,eu tenho medo disso). Aí está o medo, atrapalhando minha vida sempre, sempre, sempre. Sou dependente de medo, e essa dependência está me trazendo prejuízos. Por isso, preciso me livrar, preciso me livrar. Só estou escrevendo um pouco do que eu penso, para que um dia quem sabe,eu leia isso que estou escrevendo agora e pense: “Olha a idiotice que escrevi,tinha que ser coisa de adolescente mesmo” .
domingo, 18 de abril de 2010
Voando vivo eu
Já não aguento mais isto
O tempo passa como um domingo entediado
Posso viver só
Mas disso eu não gosto
Escuto vozes
Já não tenho certeza de minha integridade psicológica
Isso já está me afetando
De tal forma que já não me aguento em pé
Voando vivo eu
Porque a terra é ruim
Porque a relidade dói
Porque o amor tem maldade
Já não se pode confiar no ar que se respira
Voando vivo eu
Voando vivo eu