sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Um sonho
Acordei em uma passagem perigosa. Daquelas passagens que atravessam um rio bastante largo. A passagem era feita de corda, com pedaços de madeira a fim de que pisássemos e que mantenhamos o equilíbrio. Olhei para baixo assustado, apertando ainda mais minhas mãos na corda. Era muito alto, a correnteza do rio era bela e assustadora.
O que eu tinha de fazer era atravessá-lo. Tinha de fazer isto e ir de encontro ao deserto na minha frente. Fui me segurando e andando devagar. Consegui atravessar o rio através da passarela. Havia um precipício. Se eu caísse daquela passarela, iria de encontro ao rio e provavelmente morreria.
A seguir havia uma estreita estrada de terra batida. Era tudo deserto, mas havia esse caminho. Segui sem saber onde estava. Apesar de tudo, eu sabia que não estava no Brasil. Após pouco tempo, vi uma moto. Acenei e pedi que o motorista parasse. Ele parou. Eu falei algo como “What this country?” na esperança de que ele me entendesse. O homem balançou a cabeça positivamente e respondeu: Argentina.
Ele não deu tempo de que eu dissesse “Yo soy Del Brazil”, e saiu em disparada com sua motocicleta, deixando uma névoa de poeira ao meu redor, e me fazendo tossis um pouco.
E então, acordei; pela segunda vez. Meu gato estava ao meu lado dormindo. E a minha cama estava fria. Tudo isso não passava de um sonho, que eu deveria escrever no fiosdecobre.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Contemplando um Animal ao crepúsculo
Estava tudo muito bonito. Havia um crepúsculo para ser visto. E como se não bastasse o sol onipotente pedindo desculpas e se retirando entre as montanhas, se perdendo no horizonte; ainda tinha um belo animal ao meu lado, o qual eu sempre que podia contemplava. Esse animal se chamava Amor. Digo: eu preferia chamá-la de Amor. Havia uma empatia entre eu, um ser humano, e aquele outro ser humano. Dois animais se amando ao ver o crepúsculo.
Estávamos em uma daquelas paisagens onde o verde predomina. Imagine uma casinha pequena, quadrada. À frente desta casa havia uma árvore de tamanho que a humilhava, e toda sua sombra servia para aliviar o calor da região. A árvore, em seu trabalho de aliviar o calor, fazia uma dupla linda com o riacho, que corria a alguns metros por trás da casa. A fronte da casa era muito simples, porém tornava-se bonita quando eu e meu Amor a iluminávamos. Havia uma porta e uma janela.
Era justamente na janela em que nos encontrávamos mais uma vez, como se fosse a primeira. O crepúsculo agia de uma forma que ela parecia não pensar, apesar de que, vez em quando, olhava-me com aqueles olhos lindos e contraía os músculos da face de modo a me mostrar aquele risinho leve e solto, pelo qual eu me apaixonada dois meses atrás.
Virei meu rosto, e assim pude ver as águas do riacho passando lentamente. As águas nada atrapalhavam a visão do fundo, água cristalina. E então pensei no quanto aquele momento era maravilhoso, e que nem por isso nos custou tanto. Para tanto, precisei encontrar o animal certo e o lugar certo.
O crepúsculo ainda estava bonito. Eu a olhei, ela estava com os lindos olhos no horizonte. Então, dei-lhe um beijo na face. Quando voltei meu rosto às montanhas, o Sol já havia se escondido. Por um momento pensei que havia acabado meu dia, que o dia não seria mais legal e harmonioso sem aquela cena; mas lembrei-me que no dia seguinte eu poderia contemplá-la mais e mais, ao amanhecer do dia.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Novelas Televisivas das oito
Quando se fala em novela, o que se pensa logo? Novela das oito. Sim, porque todas as outras são uns meros espelhos turvos daquela novela das oito (que poderia ser chamada “das nove”, né). Quem nunca curtiu, ainda que por uma semana, aquela novela tão pacata e sem graça, mas que todo mundo não perde um capítulo?
Já virou hábito. Assim como antigamente as famílias tinham o prazer de deleitar-se em meio romances, sejam eles românticos ou realistas (que mais podem ser chamados de machadianos. Realismo é machadiano). Hoje, essas mesmas pessoas e famílias, que num intervalo um pouco longo acompanharam as novelas via rádio; agora, só querem saber de suas tv’s. Mais precisamente, aguardam todo o dia por aquele momento. Eles sempre aprendem as vinhetas das novelas das oito. Você pode nunca ter ouvido música indiana, mas com certeza curtiu-as quando as ouviu em sua telenovela.
E os comentários? Ah, esses vão de mero deboche até fanatismo. Fanatismo esse que deixa-nos com ódio do anti-herói, o qual sempre atrapalha nosso fã, o protagonista. Protagonista esse que pode ser até bobo, imbecil, idiota e burro; mas que sempre vai ser amado e adorado aos olhos de seus telespectadores. Os segundos vibram e se emocionam sempre que têm a oportunidade. Esbaldam-se de felicidade quando seu vilão é desmascarado, façanha esta que só ocorre nos últimos capítulos; mas que, em vão, você adora aguardá-lo no LONGO intervalo existente entre o começo e o final.
E , por fim, costumo lembrar também de o quanto eu ficava triste, e deixava isso transparecer, quando a novela acabava. Acabava me deixando com saudade. Saudade de quando ficava eu e minha mãe assistindo aquilo e depois conversando sobre tudo que rolou. O Brasil inteiro conversa no outro dia sobre o que rola na novela das nove.
Faz tempo que eu não sento com a minha mãe pra assistir a novela das Oito.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Um pouco da minha opnião sobre coisas fúteis
A cada dia que passa tu se atolas mais nessa onda de futilidade. Salão de beleza, maquilagem, tudo pra não ficar natural. Por que hoje em dia quem é natural é sem graça. Tu não pode usar uma blusa simples, porque logo tu é tachado de pobre, etc. Tu deves usar roupas de marca. Existe coisa mais idiota? Existe coisa mais idiota do que tu comprar uma roupa, branca, somente com um pequeno símbolo estampado no peito. Esse símbolo é o que vai te incluir na “sociedade”. Na sociedade da futilidade. Das coisas fúteis. E se tu preza por isso, aconselho-te a repensar teu conceito sobre o que é estar incluído na sociedade.
Tu precisa mesmo pagar o triplo do preço por causa de um símbolo? Por causa de uma marca? Tu precisa mesmo usar a roupa que a sua diva faz propaganda? Ou isso tudo é o teu conforto? É só uma forma de te incluíres, porque certamente as tuas amigas te excluirão da turma pop caso tu não uses tais vestimentas. Existe coisa mais fútil do que desfile de moda? Existe coisa mais fútil do que moda? Uma coisa que só existe pra te ditar o que fazer, o que vestir. Ela dita a cor da calça que tu usas, a cor dos óculos, e a marca do teu tênis.
Quantos sapatos/tênis você tem? Eu tenho quatro. Comprei-os na época em que nem imaginava esse texto, e tudo que eu fazia era meio que guiado pelo que os outros me impuseram. Você vai ser tão obediente assim, a ponto de seguir moda/regras? Existem pessoas milionárias que são pagas só pra desenhar o que você vai usar. Existem multinacionais que ganham seu dinheiro fácil fabricando roupas com um pequeno símbolo estampado no peito. Você vai seguir tudo isso? Você vai escutar aquela banda porque tá na moda? Você vai deixar de escutar outra banda porque não tá mais na moda? Posso estar enganado, e tudo isto que escrevo ser fruto de uma imaginação possuidora do tédio, mas creio que tu és guiado pela regra, pela moda.
Chega a tal ponto o absurdo, que se tu vais comprar um simples caderno, para através de tal escreveres epifanias, tu paga pelo caderno, e paga ainda mais pelo fato de o caderno ter uma capa de um personagem da “moda”. Eu odeio moda. E você? O que acha disso? Se não acha nada, cuidado! Está na hora de repensar o que você está pensando, ou seja, deixar de ser guiado e tentar pensar!
PS: Ela pensa, mas não escreve, e acaba não compartilhando seus pensamentos. Que tal começar um texto sobre religião, Juliana?