domingo, 23 de dezembro de 2012
Nem precisa mais se preocupar com ele.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Ainda acredito na mudança.
domingo, 23 de setembro de 2012
Saudade do que ainda não vivi.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Da epifania à esquizofrenia.
Da epifania à esquizofrenia. Nem sei mais o que pensei. Um soninho da tarde me deixou assim, pensando como antigamente. Pensei e não concluí. Foi como um grande escritor que morreu antes de concluir o último e melhor livro. O encerramento. É como se tudo, estando certo, estivesse errado. São sentimentos leves e passageiros se sobrepondo a tudo e me fazendo levantar questionamentos. Perguntas? Sim, algumas. O cérebro tem disso e o meu tem muito mais (sou modesto). É uma condição de quem pensa. Muita gente sente, poucas se expressam; a vida segue. Seguindo, a vida não para a ver qual depressão pós-soneca o louco teve hoje. Loucura é um conceito relativo, assim como a cegueira, a devassidão; o certo e o errado é para mim o que não é para você e pode até não ser, mas para mim é. Espero que tenha entendido. Sem nexo, escrevo. Sem pretensão alguma. Os dedos sobre o teclado e a mente espalhando o pó da lembrança nas nuvens. O doce mel da reflexão melando os seios enrijecidos da rapariga. O enrijecimento como forma de expressão. A boca calada. A mente poluída. A espinha se contorcendo freneticamente. O gozo. O ajuntamento de todos os pensamentos em um parágrafo só e a consciência da escolha correta. O certo para mim é o errado às vezes. O errado para mim habita a magna carta moral de outrem. A relatividade foi provada aqui, dizem alguns professores de física. Professores de física são pessoas boas. Não confio mesmo é nos matemáticos. A física ainda permite a faísca de filosofia. Metafísica. Religião. Literatura. Arte. Poesia. Letras. Pretensão é bobagem, o tempo é agora e a vida nos pertence.
domingo, 2 de setembro de 2012
É besteira...
Saio, não saio. Será que saio? O ambiente é pesado e leve ao mesmo tempo. Leve para os outros, pesado para mim. Como um grande quebra-cabeça no qual uma única peça veio com defeito e não se encaixou ainda na aglomeração restante. É como a baleia que, por maior que seja, uma hora terá de subir à superfície a fim de seus objetivos aeróbicos. O ar entra e sai. Entra... Sai...
Algumas pessoas reclamam e buscam conflitos, outras são leves como a brisa e te fazem bem. O grande fardo é justamente ter que conviver com outras pessoas pesadas, aquelas cuja energia é extremamente negativa. Não sou negativo. Tenho uma posição um tanto quanto radical diante de certos assuntos, mas não é nada irreversível e muito menos arrogante. A arrogância, no meu caso, está nos olhos de quem vê. Diria que depende até do ângulo que você vê, se é de dentro, de fora... se está me observando de cima, ou de baixo... se está ao meu lado ou se insiste em ocupar a margem.
Algumas coisas uso para purificar a alma. Alma é um conceito muito metafísico para eu querer definir, mas ah, gostaria até de dizer o que é. Todo mundo sabe. A alma consiste justamente na essência humana. A parte que ninguém além de você pode controlar. Talvez seja a alma a parte mais bonita de certos feios. Bem, música e leitura me ocupam bastante, mas, além disso, também divago a tentar escrever algo bonito. Como agora, por exemplo, que alguém acha que estou tentando ser bonitinho. Longe disso, faço mais como forma de exalar do que qualquer outra coisa. Quando pesa, eu solto. Quando pesa, eu escrevo. Quando tenho muita coisa dentro de mim, escrevo bastante para me sentir leve. Vez ou outra eu faço corridas com o mesmo fim. Aquele suor vai embora junto com muita coisa negativa que me ocupa, sinto-me realmente mais leve depois desse tipo de exercício.
Aproveito-me da leitura também, das boas e das ruins. Aliás, logo eu que leio tanto diria até que li muito mais besteira do que algo realmente culto (risos). O que é culto para você? Foi essa a pergunta que o professor de Antropologia fez dia desses. Eu até que tentei responder, mas passei longe. Talvez eu deva ler algo mais culto (O que é culto?).
O tempo passa e temo que seja hora de me desligar desse texto. É, isso mesmo... já estou me sentindo mais leve e não tenho outra obrigação que não seja aquela comigo mesmo. Divaguei longe. Fui a Marte e voltei, fazendo um breve tour pela Lua. Mas estou tranquilo, estou bem.
sábado, 1 de setembro de 2012
Quem sabe?
Não sei muito bem o que tem me dado, mas o fato é que ultimamente ando a escrever poemas. A palavra poema me angustia um pouco, ela tem um peso que já deixa intrínseco que quem vos escreve é um poeta. Longe disso! Nem gosto de me taxar assim. Ao escrever poemas tortos em linhas tortas com rimas tortas, preferiria se fosse chamado de aspirante à poesia, ou aspirante a poeta. Nunca um poeta em si. São poucos poetas os que admiro, e quero me ver longe de formalidades neoclássicas e neoparnasianas. Às vezes é bom dar um chega pra lá no ‘certinho’ e escrever algo sem muito ‘conteúdo’. Isso se chama liberdade poética, viu?! (risos)
Em duas semanas nas mesmas aulas me deu uns tiliquetiques. Tive que vomitar. (Nossa, que palavra feia. Meus leitores não estão acostumados a isso, estão?) (Vou abrir esses outros parênteses para dizer que não sei se é certo pontuar dentro dos parênteses, ok?). Bem, digamos que eu tive que por para fora. Quando dá os tiliquetique você tem que escrever e expor, de preferência. A exposição é voluntária, mas tem muita gente por aí que escreve muito bem e não expõe. A minha dica é essa: sempre vai ter alguma pessoa mais ridícula que você para escrever uma bobagem maior! (É que as pessoas às vezes se acanham demais). Aconteça!
Eu diria até que esses tiliquetiques me deram certo alívio. Sempre que penso no mundo e escrevo o que penso, não só penso como carrego o peso do pensamento reflexivo. Às vezes o mundo pesa nas suas costas que, de uma forma totalmente indireta, você sente dor do que tem em vista e dos absurdos que tem de conviver. Vou parar, falar demais em absurdos desperta um outro eu, um ser mais preocupado e menos poético (lá vem eu falar em poesia de novo). Escrevo nessa tarde de sábado mais para descontrair que para qualquer outra coisa.
Falo demasiadamente dos textos e não vos apresento nada. Bem, eles estão em meus cadernos que deveriam estar ocupados com outras coisas (leia-se sociologia jurídica). Fico na aula de sociologia ouvindo o professor repetir conceitos e às vezes bate a vontade súbita, a inspiração. Olho para o lado (os galhos lá fora se mexem e contém todo o vento que insiste em não entrar na minha sala de aula), olho para o professor. Penso: vou escrever um pouco. A partir de então saem naturalmente meus versos feios e desajeitados. São desajeitados mesmo, mas são MEUS. Contemplo a poesia alheia e sei criar a que posso. Faço o que posso e escrevo como posso. Quem sabe um dia não aprimore a idéia? “Quem sabe” é a única expressão que quero guardar, a poesia não surge por obrigação, ela é feita do “quem sabe”. Quem sabe não escrevo outrora poemas bonitos e regulares? É bem mais fácil sair dessa forma que se importunar a cabeça com obrigações. A obrigação só vai até onde vai o desejo, objetivo.
Quem sabe um dia faço uma compilação doas rimas mal-feitas e publico aqui?
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
O meu vômito para vocês, aquilo que não consigo engolir.
Parando e observando toda essa obscenidade que me circula. Não sou moralista. Diria até que sou um tanto quanto obsceno, dentro dos limites, claro. Não aquela obscenidade ridícula, aquela que devemos nos envergonhar... A obscenidade fruto do próprio ridículo... O ridículo de existir... Sim, olhando ao redor tanto essa cabecinha pensante que carrego como qualquer outra que tenha tal capacidade verá que tudo que nos circula não passa de um monte de obscenidade. Quem dirá o que é certo? Quem dirá o que devo fazer? Nós criticamos tanto coisas das quais não concordamos, porém fazemos o mesmo... Lembro-me bem quando vi um desses ateus ridículos declarando “Eu particularmente acho que a religião é um mal”. Tão ridículo quanto esse ateu de merda, deparo-me com outro ignorante na tela da TV, uma pessoa chamada Datena que ganha dinheiro em cima de sensacionalismo “jornalístico”... Bem, essa pessoa afirma sem dúvidas que a descrença em deus é o fruto de todo mal.
Não quero falar de religião, minha cabeça anda muito ocupada para isso. Diria até que eu já passei daquela fase revolucionária no âmbito da religião. Finalmente entendi que o meu direito como ateu é o mesmo direito do muçulmano, do evangélico, ou seja lá o que seja. A tolerância é a melhor das virtudes, meu leitor.
Eu realmente canso todos os dias quando entro nos sites de relacionamentos e vejo as idiotices. Imbelicidades. Pequenas criaturas as quais a melhor obra produzida até hoje foi o grande cocô que acabou de ejetar. Não se preocupam com nada mais além da festa do Bota Bota ou seja lá o que for. Mentes que têm toda a oportunidade do mundo e não procuram crescer, preferem sim viver naquele mundinho de merda que, pra eles, é muito melhor do que o mundinho de merda que eu vivo ou o mundinho de merda que as pessoas que me leem vivem. Um mundinho de merda...
Olho para o lado, vejo seres humanos maltratando seres irracionais, abandonando-os, torturando-os. Meu pai chega e diz que acabou de chegar um animal no hospital veterinário que tinha sido espancado, com a mandíbula fraturada de tanta porrada. Gente que mata por diversão e que diz amar. Amor é uma palavra muito grande para tais pessoas... O fato é que a humanidade sempre foi e assim e sempre será. É a difícil compreensão disso que me faz pensar e escrever a respeito.
Enquanto fico aqui nas minhas reflexões existencialistas, não tem ninguém para me escutar ou talvez poucas pessoas realmente pensem como eu. São poucas as pessoas que ainda pensam, olham ao redor e percebam as obscenidades todas com as quais temos a obrigação de conviver. É difícil encarar a realidade dessa forma crua, é difícil encarar que tem um monte de filho da puta no mundo e que a filhadaputagem e a festa do Bota Bota parou toda a cidade. A cidade realmente para por causa da festa do Bota Bota. Incrível!! Há pouco tempo foi aprovada uma lei que destina as cotas das universidades federais para cotas sociais. Incrível também que os jovens tenham se mobilizado muito mais pela festa do Bota Bota que para qualquer tipo de aglomeração/barulho/protesto. Todo mundo leva na bunda caladinho, como aquela esposa que continua casada por acomodação e todos os dias se submete aos desejos sexuais do marido por convenção, porque tem medo de arriscar, porque tem medo de se expressar, prefere levar caladinha continuar saciando a libido do animal. Gente que não faz porra nenhuma diante do que vê. É incrível como todo mundo acha ridículo um protesto nas ruas, reunindo os estudantes todos que são contra essa merda. Eu sou particularmente a favor das cotas, mas quem não é vai ficar calado? Eu olho ao redor e realmente percebo que essa merda toda está errada a partir do momento que vejo essas pequenas cabeças de privadas mobilizando uma quantidade enorme de pessoas para irem a uma merda de uma festa do Bota Bota, enquanto ninguém se mobiliza para expressar a opinião e o descontentamento. Imaginem você se todos os estudantes que são contra essas medidas saíssem para protestar nas ruas. TODOS, sem exceção de um. TODOS. Peço que suas cabeças pensantes imaginem que lindo seria o espetáculo de dever cívico. Essa é a única forma de mostrar a opinião. ÚNICA. Facebook não adianta de nada. Você discorda? Reúna o máximo de pessoas possíveis e mostre seu descontentamento nas ruas, atrapalhando o trânsito, incomodando as pessoas acomodadas, fazendo BARULHO. Só assim alguém te escuta. Se você não fizer nada disso, estará certamente CONSENTINDO TUDO.
Mentes vazias e ociosas... Mentes que poderiam estar pensando...
Ninguém mais abre a boca para dizer o que acredita. Ninguém mais tem audácia de seguir seus ideais. Um monte de massa orgânica que não serve para nada além de seguir andando do jeito que vem andando desde que nasce, do jeito que foi condicionada a andar, do jeito que foi condicionada a ver o mundo. Encarar o mundo de uma forma superficial, materialista. Quantas pessoas você conhece que tem realmente uma opinião crítica, procura se informar e abre a boca e grita se preciso for para expressar seu ideal?? POUQUÍSSIMAS, porque nessa vidinha de chiqueiro, que todos estamos sendo treinados para aceitar, essas pessoas são taxadas de MALUCOS IDEALISTAS QUE NÃO TEM NOÇÃO DE REALIDADE. O fato é que o mundo precisa desse tipo de gente... O mundo precisa de um pouco mais de idealismo, talvez assim as coisas fossem para frente. Não falo somente de política, mas dos rumos que seguimos em geral... Está tudo muito obscuro e seguindo num rumo que nem sabemos onde tudo isso vai parar.
Desligo-me um pouco dessa realidade, leio poesias, escuto músicas... Desligo-me, sim, pois essa realidade dói... (o fato é que eu não consigo me desligar)...
Sendo assim, eu finjo.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Não salvem a humanidade, mas façam o possível.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Primeiros contatos com o novo mundo
domingo, 17 de junho de 2012
Um texto descontraído sobre os últimos meses...
domingo, 20 de maio de 2012
Pensei...
No encalço de todas as reflexões está minha avaliação que é positiva! Uma xícara de café e um livro me acompanham. Além disso e de toda positividade, diria também a sensação de dever inerente que minha consciência, talvez por uma tal obrigação social ou pessoal, tende a me lembrar: “Marcos, rapaz, deixa de poesias e leituras! O vestibular cobra números de você!”
Todos os esforços, contudo, que empreenderei levam ao destino inevitável que se desprende de reflexões e vontades para tornar-se realidade pura. Pura, leve e macia como as páginas dos velhos livros que hei de folhear. Cansado talvez dos ideais realistas que habitam minha cabeça, dedicar-me-ei aos prazeres os quais durante tempos idealizei. Estes não terão como prioridade o descontrole, mas sim sutis prazeres que no momento tenho de renunciar em prol de um alívio vindouro.
Prometi falar de retrospectivas, porém até agora me referi de forma discreta ao passado. Sei que não deveria fazer isso, mas conversar com o leitor é a forma mais discreta que encontro para hesitar. Frear-me de forma a não revelar todos os pensamentos que guardo. Não quero que esse texto fique guardado ou escondido por conta de palavras malditas e publicadas. Porém, prefiro vomitar letras e fazer, de alguma forma muito insana, uma sopa comestível para que todos olhem assombrados hesitando em provar (ler). Se chegou até aqui, por curiosidade ou pelas palavras bonitas, digo-te: “Parabéns! Provaste do mais fino caldo de palavras que eu poderia preparar!”. De qualquer forma, o melhor texto é sempre o último que acabamos de escrever.
O Amor, que propositalmente apresento com “a” maiúsculo, será assunto de textos e cafés não publicados onde quer que seja. Os versos deste cunho tendem ao lirismo e romantismo. Assim, prefiro deixá-los encaixotados esperando algum dia de sol em que terei disposição para encaixá-los numa bela poesia... Poesia malfeita... Poesia íntima... Poesia subjetiva.
domingo, 1 de abril de 2012
Pense acerca do seu conceito de mudança
Eu realmente acho muito interessante a forma como algumas pessoas mudam ao longo do tempo. A mudança em si pode ser considerada um progresso, um avanço em alguns casos; mas há mudanças estranhas e que secretam um produto final distorcido e com poucas semelhanças ao que era antes. É justamente sobre esse produto que ponho minha atenção para ter saudades do que era antes... sei lá, é que às vezes nós mesmos nos tornamos pessoas que nunca imaginaríamos nos tornar... julgamo-nos legais e “evoluídos”, mas mudamos tanto a cada dia que nem sei mais se é evolução ou progresso isso que julgas ser positivo.
Olhando ao redor, sem citar nomes, quantas pessoas que você ama ou amou mudaram de uma forma que você sente saudade da imagem antiga que possuía dela? Ao olhar uma foto antiga você sente saudades do que era... logo você que se julga tão legal hoje e tem coragem de dizer: “Nossa, naquela época eu era tão idiota!”. Será mesmo isso? Ou será se você não era apenas diferente, mas com enormes qualidades que hoje você não possui? O tempo muda, transforma em defeito o que antes era qualidade, e na maioria das vezes o seu saldo ainda sai negativo nesse escambo de características. O tempo tira de você a sua essência.
Eu penso e sinto saudades de algumas pessoas na forma antiga, não na atual. Às vezes se eu pudesse voltar no tempo e viver algumas coisinhas de novo, eu viveria. Não mudaria nada, pois não chego a me arrepender, mas viveria todos esses dias com muito mais amor do que o que eu empreguei no dito dia. O pior de tudo isso são os momentos que você não valoriza e depois percebe que a essência da felicidade reside ali.
Diante dessa percepção encerro este breve comentário acerca de minha condição temperamental e louca que me faz escrever sobre mim, empregando as pessoas... escrevendo sobre as pessoas, empregando a minha pessoa. Enfim, Eu sinto saudades do que muita gente foi um dia e lamento a forma como mudamos negativamente. As mudanças positivas eu venero, mas sem dúvida existe outra pessoa que me considera mais legal antes.
É neste impasse que finalmente encerro o texto antes que não pare mais de tentar explicar minhas reflexões... É que este espaço funciona somente como um depósito de emoções, muitas das vezes escondidas entre as linhas ou atrás das letras, mas existem emoções... diversas e fortes. Essas e aquelas ficam melhores e mais saudáveis escondidas, sem que ninguém tenha contato com elas. Tenho esse hábito, sabe , de cultivar emoções ocultas.
(Postarei este texto sem qualquer tipo de edição ou correção)
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Texto de férias
Às vezes divago sobre o motivo das pessoas não serem honestas. Não que esse seja o tema principal desse texto, pois adianto logo que será um misto de experiências vividas desde que saí de minha terra natal para visitar o Estado vizinho. Comecei falando disso porque recentemente perdi meu celular e tentei entrar em contato com o cara que achou, mas ele simplesmente rejeitou minhas ligações, e logo em seguida desligou o celular, comprovando a qualidade de seu caráter. Enfim, eu teria entregado de boa. O que é meu é meu, o que não é meu eu tento conquistar de alguma forma que não seja lesando outras pessoas.
Chegando por aqui sinto uma atmosfera um pouco diferente, pois existem muitas coisas que por aqui e tenho e que em Sobral sinto uma falta, como por exemplo a atmosfera de cumplicidade em todas as situações que envolvem amigos, conhecidos, parentes, ou uma pessoa que você acabou de conhecer (um conhecido recente). Seis meses atrás, quando estive aqui pela última vez, escrevi um pouco sobre isso, mas vale a pena “frizar”. (Não reclamo de forma alguma das companhias fraternais que tenho em Sobral, foi somente uma observação).
Nessas férias vivi muitas coisas simples e boas, tive experiências estranhas para mim até então, e gostei bastante de tudo. É que já está no final da minha passagem por aqui então resolvi escrever esse texto e postar no blog quando estiver em Sobral.
Passei muitos dias na fazenda tomando banho de açude, jogando bola no sol escaldante do agreste nordestino, ou ouvindo música na varanda de casa. Dessa vez não foi possível montar a cavalo, pois o único que se atreveu a isso levou um tombo do caralho. Um tombo feio, vamos assim dizer. Mataram um bode em um sábado para comemorar não-sei-o-quê. Pois comemos do bode, tomamos cerveja, e festejamos a vida. Sim, eu acho que o motivo daquilo tudo não era algo em especial, pois ninguém da turma fazia aniversário na respectiva data. Sem motivos especiais, simplesmente declaro que o motivo foi festejar a vida. Quem precisa de bons motivos para ser feliz e confraternizar com as pessoas queridas?
Estar deitado e simplesmente sentir uma felicidade súbita. Pois senti isso no dia. Sem motivos também. Digo: sem motivos explicáveis para vocês leitores. Aliás, eu acho que já expliquei. Finalizo o parágrafo.
De volta a Belo Jardim, senti um sentimento que se aproximou muito de amor (rs). Senti isso de forma intensa pelo meu irmão e pelos meus pequenos sobrinhos. Há tempos não sentia essa sensação, e gostei muito de senti-la. Discorrer sobre sentimentos é uma coisa que eu faço muito discretamente, escondido entre as linhas. Como comecei logo revelando o que sentia, prefiro encerrar esse comentário.
Nesta cidade é tradicional a feira dia de segunda (vou postar algumas fotos aleatórias no facebook). Hoje é segunda e compareci ao evento. Vi muita gente velha. A feira é muito tradicional e atrai principalmente esse público. Enfim, vi muitas coisas de cidade pequena mesmo e gostei. Sentei, tomei uma cajuína (algo parecido com Delrio), e depois rumei para casa. Neste exato momento meu sobrinho chegou aqui e disse: “Titio, vem me ver tomar banho de piscina?!” Sinto que minha pausa para escrever está acabando, pois tenho uma criança pra brincar.
E o som continua tocando Coldplay.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Reprima, pois sua consciência pesaria
Um emaranhado de pensamentos e desejos reprimidos em uma cabeça bonitinha por fora, mas suja e poluída por dentro. O interior desse crânio terá sido testemunha de quantos pensamentos sujos? Sim, daqueles que a sociedade te obriga a reprimir sob pena. Uma pena que você pode muito bem pagar e ser livre, mas prefere se entregar a essa condição como um vassalo ao seu rei doentio e sádico.
Teria um pouco mais de graça para você reprimir e bancar a pessoa pura? Talvez, às vezes é linda a forma como muitos reprimem, só pelo fato de você saber quase que por certeza que lá não circula somente pensamentos limpos. Saber disso provoca alucinações e delírios em muitos que já se entregaram a esse tipo de situação, a esse tipo de reflexão.
Reflita, mas não precisa expor da forma como eu exponho. A sua consciência pesaria.