Às vezes divago sobre o motivo das pessoas não serem honestas. Não que esse seja o tema principal desse texto, pois adianto logo que será um misto de experiências vividas desde que saí de minha terra natal para visitar o Estado vizinho. Comecei falando disso porque recentemente perdi meu celular e tentei entrar em contato com o cara que achou, mas ele simplesmente rejeitou minhas ligações, e logo em seguida desligou o celular, comprovando a qualidade de seu caráter. Enfim, eu teria entregado de boa. O que é meu é meu, o que não é meu eu tento conquistar de alguma forma que não seja lesando outras pessoas.
Chegando por aqui sinto uma atmosfera um pouco diferente, pois existem muitas coisas que por aqui e tenho e que em Sobral sinto uma falta, como por exemplo a atmosfera de cumplicidade em todas as situações que envolvem amigos, conhecidos, parentes, ou uma pessoa que você acabou de conhecer (um conhecido recente). Seis meses atrás, quando estive aqui pela última vez, escrevi um pouco sobre isso, mas vale a pena “frizar”. (Não reclamo de forma alguma das companhias fraternais que tenho em Sobral, foi somente uma observação).
Nessas férias vivi muitas coisas simples e boas, tive experiências estranhas para mim até então, e gostei bastante de tudo. É que já está no final da minha passagem por aqui então resolvi escrever esse texto e postar no blog quando estiver em Sobral.
Passei muitos dias na fazenda tomando banho de açude, jogando bola no sol escaldante do agreste nordestino, ou ouvindo música na varanda de casa. Dessa vez não foi possível montar a cavalo, pois o único que se atreveu a isso levou um tombo do caralho. Um tombo feio, vamos assim dizer. Mataram um bode em um sábado para comemorar não-sei-o-quê. Pois comemos do bode, tomamos cerveja, e festejamos a vida. Sim, eu acho que o motivo daquilo tudo não era algo em especial, pois ninguém da turma fazia aniversário na respectiva data. Sem motivos especiais, simplesmente declaro que o motivo foi festejar a vida. Quem precisa de bons motivos para ser feliz e confraternizar com as pessoas queridas?
Estar deitado e simplesmente sentir uma felicidade súbita. Pois senti isso no dia. Sem motivos também. Digo: sem motivos explicáveis para vocês leitores. Aliás, eu acho que já expliquei. Finalizo o parágrafo.
De volta a Belo Jardim, senti um sentimento que se aproximou muito de amor (rs). Senti isso de forma intensa pelo meu irmão e pelos meus pequenos sobrinhos. Há tempos não sentia essa sensação, e gostei muito de senti-la. Discorrer sobre sentimentos é uma coisa que eu faço muito discretamente, escondido entre as linhas. Como comecei logo revelando o que sentia, prefiro encerrar esse comentário.
Nesta cidade é tradicional a feira dia de segunda (vou postar algumas fotos aleatórias no facebook). Hoje é segunda e compareci ao evento. Vi muita gente velha. A feira é muito tradicional e atrai principalmente esse público. Enfim, vi muitas coisas de cidade pequena mesmo e gostei. Sentei, tomei uma cajuína (algo parecido com Delrio), e depois rumei para casa. Neste exato momento meu sobrinho chegou aqui e disse: “Titio, vem me ver tomar banho de piscina?!” Sinto que minha pausa para escrever está acabando, pois tenho uma criança pra brincar.
E o som continua tocando Coldplay.
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