Hoje acordei pensando, para variar, no sentido da
vida, nas conquistas, nos objetivos, e em tudo que tenho vivido. Acabei fazendo
perspectivas e retrospectivas, de modo análogo aos moribundos no seu leito de
morte. Longe disso, pois, apesar de admirar alguns versos azevedianos ou
byronianos, encontro-me longe da nostalgia sepulcral que acompanhou essas
mentes.
No encalço de todas as reflexões está minha
avaliação que é positiva! Uma xícara de café e um livro me acompanham. Além
disso e de toda positividade, diria também a sensação de dever inerente que
minha consciência, talvez por uma tal obrigação social ou pessoal, tende a me
lembrar: “Marcos, rapaz, deixa de poesias e leituras! O vestibular cobra
números de você!”
Todos os esforços, contudo, que empreenderei levam
ao destino inevitável que se desprende de reflexões e vontades para tornar-se
realidade pura. Pura, leve e macia como as páginas dos velhos livros que hei de
folhear. Cansado talvez dos ideais realistas que habitam minha cabeça,
dedicar-me-ei aos prazeres os quais durante tempos idealizei. Estes não terão
como prioridade o descontrole, mas sim sutis prazeres que no momento tenho de
renunciar em prol de um alívio vindouro.
Prometi falar de retrospectivas, porém até agora me
referi de forma discreta ao passado. Sei que não deveria fazer isso, mas
conversar com o leitor é a forma mais discreta que encontro para hesitar.
Frear-me de forma a não revelar todos os pensamentos que guardo. Não quero que
esse texto fique guardado ou escondido por conta de palavras malditas e
publicadas. Porém, prefiro vomitar letras e fazer, de alguma forma muito
insana, uma sopa comestível para que todos olhem assombrados hesitando em
provar (ler). Se chegou até aqui, por curiosidade ou pelas palavras bonitas,
digo-te: “Parabéns! Provaste do mais fino caldo de palavras que eu poderia
preparar!”. De qualquer forma, o melhor texto é sempre o último que acabamos de
escrever.
O Amor, que propositalmente apresento com “a”
maiúsculo, será assunto de textos e cafés não publicados onde quer que seja. Os
versos deste cunho tendem ao lirismo e romantismo. Assim, prefiro deixá-los
encaixotados esperando algum dia de sol em que terei disposição para
encaixá-los numa bela poesia... Poesia malfeita... Poesia íntima... Poesia
subjetiva.
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