quinta-feira, 25 de novembro de 2010

I miss you - Parte4

Depois de salvar-nos, Nivy leva-nos ao mundo de onde viemos, e temos a chance viver novamente. Eu fiquei muito confuso com isso tudo, mas ainda assim, consegui ter uma breve visão em minha mente e quem sabe uma possibilidade de compreender isso tudo.

Estávamos quase chegando, eu não percebera o longo caminho que havia andado. Estava muito ocupado processando as mensagens telepáticas enviadas por Raquel.

Havia uma porta na extremidade, uma porta simples, de madeira velha. Eu me arriscaria, não tinha escolha, afinal. Então, eu mesmo pus a mão na maçaneta e abri-a. Do outro lado era tudo muito claro, pessoas estavam vestidas com roupas brancas, e assim que ultrapassei a porta, percebi que minha roupa se tornara branca também. Mal sabia eu o que esperava por mim.

Ao passar pela porta, pessoas vieram cumprimentar-me. Eu não as conhecia, nunca as tinha visto. Era tudo muito estranho

Raquel mirou aqueles lindos olhos em mim e falou:

- Este é o lugar para onde trazemos as pessoas que estiveram à beira de se entregar a minha irmã, Morte, e que por algum motivo especial, estão em minhas mãos. As pessoas aqui devem descer, ir de encontro ao mundo real. Ao chegarem lá, elas não serão vistas pelos humanos. Tudo que elas deverão fazer quando estiverem em missão é buscar pessoas que estão quase morrendo. Depois que vocês buscarem no mínimo três pessoas para o nosso lar, sua estadia aqui estará paga, e então vocês voltarão para seus corpos e suas vidas, digamos assim: normais.

- Quando posso começar meu trabalho?

- Agora mesmo. Se você olhar para as outras pessoas, perceberá que muitas falam línguas desconhecidas por você, mas outras falam a sua mesma língua. E há algumas pessoas aqui que são de seu país. São formadas caravanas para que um pequeno grupo se reúna e vá ao país de origem para salvar pessoas de lá. Você deu sorte por ser salvo por mim. Por causa disso, terá muito mais força na hora de resgatar os ‘quase-mortos’.

Fui andando. Eu simplesmente fingi que tudo aquilo era normal e continuei andando, procurando alguém que falasse português. Depois de certo tempo de procura, achei um grupo, eles já estavam prontos para sair. Então tive de realmente chamá-los a atenção para que pudessem sair de seu estado de concentração. Eles me ouviram e me incluíram no grupo com satisfação. Todos os integrantes eram mais velhos que eu, e até estranharam o fato de eu, tão novo, precisar estar ali.

Uma grande ventania chegou ao local. As outras pessoas olhavam nosso grupo sorrindo, com esperança de que voltássemos um grupo ainda maior.

De repente, estávamos sobrevoando uma grande cidade, parecia uma cidade brasileira. Tive sorte, logo de primeira, achei um moleque pequeno atravessando a rua com um carro em alta velocidade na sua direção. Não pensei duas vezes, me atirei no caminho e agarrei a criança de um modo que ela só sorriu, e depois foi contar o acontecido aos amigos. Mas era ignorado por todos, pois ninguém a podia ver, só eu. Fui até lá, expliquei-lhe tudo e o trouxe comigo. Fomos andando, andando, até chegarmos ao centro da cidade.

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