Já vou começar dizendo que perdi meu último texto. Guardar
memórias é sempre bom e perde-las nem tanto. Fico pensando: que estilo esse,
hem? Eu poderia muito bem escrever algo mais leve, que tivesse vontade de ler.
Vou tentar me expressar assim, então, porque Machado de Assis e os outros se
expressaram da forma que o público de sua época entendia.
Se expor e publicar tudo isso é complicado, ainda receio se
devo fazê-lo. Queria saber escrever em inglês. Publicava tudo. Escrever só para
si é uma merda, mas expor e ter de encarar tudo e todos é coisa tão ruim
quanto. Sim, porque agora sou professor. Pontuo aqui para falar disso no
próximo parágrafo.
Ser professor. Significa que, de alguma forma, sua vida toda
passou a ser um centro das atenções. Você não pode mais publicar nada sem que
haja algum tipo de comentário estúpido. “Professor, gosta de cerveja com
pastel, né?”. Já me perguntaram isso uma vez por conta de uma foto que postei
no Instagram. “Professor, você vota na Dilma?”, já me perguntaram isso porque
vivo criticando o atual governo. Blá, blá, blá... Parece que o estudante vive
bisbilhotando a vida do professor. Estou me adaptando a isso ainda e essa
transição que é chata. Enfim, terei de conviver com isso.
Gosto dos alunos e estou aproveitando o momento na nova profissão,
não digo o contrário. Quer saber? Vou publicar mesmo. O que é escrito é para
ser publicado. Vou escrever ainda mais e pronto. Quem sabe eles sejam meu
público leitor? O prof sempre é referência em algo e posso me usar disso para
ter algo de audiência. O único período que alguém me lia era quando eu escrevia
memórias adolescentes. Não tenho mais paciência para isso, mas posso escrever
umas memórias pseudoadultas agora. Assim o farei.
Ah, mudei totalmente, os fios de cobre talvez nem deva mais
existir. Vou manter o nome, não tenho outro, e seria complicado começar outra
coisa do zero. Não tenho mais tempo. Os vinte minutos que me dedico à escrita
já é o bastante. Volto a escrever mais pelo hábito que por conteúdo. E acho que
só tem conteúdo quem tem o hábito de sempre escrever.
Você, leitor, lerá aqui alguns causos de minha vida e algum
causo como professor que valha ser lembrado. Darei publicidade a tudo. Até logo
mais!
PS: Se estiver se perguntando o que ensino, respondo: português
e literatura brasileira. Poderia escrever melhor, eu sei, mas estou cansado de
ficar sempre travando os dedos, pensando nas melhores palavras, no encaixe e na
formação dos períodos, nas conjunções etc. Quero despejar rapidinho. Você
entendeu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário